A exemplo de outros treinadores que passaram pelo Palestra Itália nos últimos anos, o técnico Caio Júnior afirmou após o empate contra o Santos que vem percebendo um abalo psicológico na equipe e nos torcedores quando ocorrem situações adversas, isso em função da angustiante espera por um título.
Nesta segunda-feira, o zagueiro Edmílson e o atacante Edmundo conversaram com a imprensa e negaram que a questão psicológica esteja atrapalhando seus rendimentos. “Dentro do campo, não temos nem como pensar nessa pressão por falta de títulos. É difícil explicar como deixamos o adversário empatar um jogo como o de ontem, mas, particularmente, a parte psicológica não está me afetando”, afirmou Edmílson.
“Cada um sente de uma maneira. Eu, particularmente, não senti essa questão psicológica. Jogar quarta e domingo é muito desgastante para mim, mas eu me encho de força e de coragem na hora de jogar um clássico e por isso consegui fazer uma ótima partida. Talvez os outros sintam um pouco mais a pressão da torcida, mas têm de estar preparados porque isso será uma constante na carreira”, comentou Edmundo.
Recém-chegado ao clube, Edmílson segue o discurso de Caio Júnior ao afirmar que é preciso afastar o negativismo. “Pensamentos negativos só atraem mais negatividade. Quando você toma um gol, fica um pouco assustado, mas a partir do momento em que o jogo recomeça você esquece. Não dá para ser pessimista, temos sempre que estar pensando em buscar a vitória”, discursa.
O fato de ter sido melhor que o líder do Campeonato Paulista em grande parte do jogo ajuda Edmundo a projetar um futuro feliz para o Palmeiras. “Preocupa-nos não estar no grupo dos quatro primeiros porque não se classificar vai ser muito frustrante, mas estamos jogando bem e estivemos muito próximo de ganhar do melhor time do campeonato, o que prova que podemos voltar a conquistar títulos”, observou.