Invicto há sete rodadas, mas sem ter vencido nas últimas três, o Corinthians tenta volta a triunfar no Campeonato Brasileiro a partir das 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Couto Pereira, diante do Coritiba.
Restando quatro rodadas para o fim do turno, o time ocupa zona intermediária, com 18 pontos, e tem pela frente sequência complicada até o início da segunda metade da competição: depois do Coritiba, o campeão da Libertadores enfrenta Internacional, Santos e São Paulo.
Os primeiros compromissos do segundo turno também não prometem facilidade: Fluminense e Atlético-MG, os quais entraram na 16ª rodada como terceiro e primeiro colocados respectivamente. A hora de somar e ganhar fôlego definitivo para deixar a parte baixa da tabela, portanto, é agora.
“É uma sequência difícil, e precisamos vencer. Temos que voltar a vencer o mais rápido possível, porque até fizemos bons jogos, mas não saímos com os três pontos. Nosso lugar não na tabela não é esse em que estamos, temos elenco para brigar lá em cima. É que não começamos bem o campeonato, e isso dificultou”, diz o meia Danilo, recuperado de dores na panturrilha direita e de volta ao time.
No empate de quarta-feira com o Atlético-GO, o peruano Paolo Guerrero havia sido o substituto do camisa 20, tendo estreado entre os titulares pela primeira vez. O centroavante, porém, não foi mantido entre os 11, o que leva Romarinho, mesmo em jejum de gols, à décima partida consecutiva como titular na competição.
A seca ofensiva e de triunfos incomoda, porém não chega a assustar, pelo menos até o momento. “Precisamos dos gols e da vitória. Não vai ser fácil jogar no Couto Pereira, a torcida deles não é fácil. Só que nosso pensamento é de estar na parte de cima da tabela. Então a gente respeita a equipe adversária, mas vai buscar a vitória desde o início”, comentou Danilo.
O Coritiba, derrotado fora de casa pelo Atlético-MG, ficou em situação delicada na classificação, seriamente ameaçado de voltar para a zona de rebaixamento. Por isso, um resultado positivo como mandante é considerado fundamental para o time não entrar em crise, medo que vem se arrastando desde a perda da Copa do Brasil.
Os três pontos no Alto da Glória também devem evitar a pressão sobre o técnico Marcelo Oliveira, que já vê seu trabalho sendo questionado por parte da torcida, e sobre a diretoria, cobrada para trazer reforços. O próprio treinador admitiu, após a queda na rodada anterior, que o grupo está jogando no limite, especialmente por contra dos desfalques.
“O saldo é um time que vai ao limite do esforço físico, que cria oportunidade, que se doa ao melhor, e que tem todas as condições de reagir e buscar uma melhor condição no campeonato, à medida que os atletas que estão fora voltem”, disse Oliveira, aguardando por uma chance de escalar seu time ideal.
Entretanto, o treinador voltou a perdeu jogadores importantes. O meia Rafinha, expulso em Minas Gerais, além de Everton Costa e Robinho, que receberam o terceiro cartão amarelo, cumprem suspensão automática. Em compensação, voltam o lateral direito Ayrton e o volante Chico. Émerson, com dores no pé, segue como dúvida – já são duas partidas sem o xerife alviverde.