Momentos antes da partida com o São Paulo, no domingo, as faixas com as mensagens “Cadê os reforços?” e “Elenco pipoqueiro” ainda estavam expostas em frente à entrada do Estádio Palestra Itália, na Rua Turiassu. Os protestos de torcedores organizados agitaram os trabalhos do elenco na véspera do clássico. De forma direta, acabaram por ajudar a reação do clube, segundo revelou o atacante Robert.
“Ficamos todos chateados por esses protestos, mas, por incrível que pareça, isso fortaleceu mais ainda o grupo para o jogo, para que todos entrassem em campo com garra. (Ajudou) Ainda mais o Antônio Carlos, pelas críticas”, disse Robert, citando o recém-contratado treinador, chamado de ‘racista’ pelos torcedores. “Foi uma vitória importante para todos”, continuou.
Antes da partida, a torcida cantou o nome de Muricy Ramalho e não entoou o nome dos atletas, como de costume. “A gente fica triste com essas coisas. A torcida tem todo o direito de criticar, ainda mais depois de uma derrota por 4 a 1 em casa (para o São Caetano). Mas não acho de acordo, na estreia de um treinador que fez história no clube, acontecer aquilo”, opinou o camisa 20, novamente defendendo o ex-zagueiro.
Tanto quanto para Antônio Carlos, que teve o nome entoado pela ‘turma do amendoim’ após a partida, o clássico, para Robert, teve saber de redenção. O jogador se mostrou decisivo e marcou, de cabeça, os gols da vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo. Até então, era muito criticado por seu baixo desempenho nas partidas recentes da equipe paulistana, o que não chegou abalar seu pensamento.
“Jamais pensei em deixar o Palmeiras. Tenho contrato e quero cumpri-lo, mas desde que o Palmeiras me aceite. Nunca saí pela porta de trás em clube nenhum. Já joguei em grandes clubes e jamais ia deixar o Palmeiras por causa de críticas, até porque a torcida estava em seu direito. Estava tranquilo e também sou filho de Deus: sabia que uma hora a bola ia entrar”, afirmou o atacante, sorrindo.