Precisou acontecer uma tragédia para um dado vir à tona: em janeiro de 2006 a promotora Joseane Suzart, do Ministério Público da Bahia, havia entrado com uma ação contra o Bahia e a Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) pedindo a cassação do alvará de funcionamento do Estádio da Fonte Nova. No domingo, um degrau do anel superior da arquibancada desmoronou e causou a morte de sete pessoas, que caíram de uma altura de 20 metros.
“Estamos sempre enviando relatórios atualizados sobre a situação do local, mas o Poder Judiciário ainda não se pronunciou. É uma situação alarmante e terrível, que poderia ter sido evitada. Petições foram feitas solicitando a interdição do estádio até que as melhorias fossem feitas”, contou Suzart, em entrevista ao jornal A Tarde.
“Já havia a previsão da possibilidade de ocorrência de danos. O que o MP poderia fazer, já fez e com antecedência. Mas não temos o poder para julgar, apenas de investigar”, completou a promotora, que ainda disse que o acidente será apurado como homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Na semana passada, a 2ª Companhia Independente da Polícia Militar de Salvador havia entregado um relatório à Sudesb com fotos da precariedade das arquibancadas. De acordo com Suzart, no entanto, há três anos o assunto é tratado na Justiça. “O Corpo de Bombeiros já tinha feito um relatório sobre as condições do estádio em 2005, e a ação civil foi baseada em um inquérito que tramita desde 2004”, revelou.
De acordo com a promotora, vários problemas foram encontrados na Fonte Nova: piso irregular e sem revestimento em determinados lugares, infiltrações e condições precárias de higiene em cantinas, vasos sanitários e boxes. Diante do relatório, a Sudesb apenas elaborou um plano contra incêndio e tumultos, mas não promoveu a instalação de brigadas de abandono, alarme e extintores de incêndio. Além disso, não há pára-raios e nem sinalização de emergência.
O Bahia, porém, vem colaborando com os apontamentos do MP. O Estado, não. “O clube vem cumprindo com as exigências, comprovando com documentos as solicitações de segurança e atendimento médico. O Estado, apesar de saber sobre a situação, nada fez. É lamentável que o caso precise chegar a esse ponto para que o Poder Judiciário tome providências”, concluiu.
Outro estádio que teve a interdição pedida pela promotora foi o Barradão, do Vitória, recém-promovido à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O local, no entanto, foi liberado do processo por se comprometer a regularizar a sua situação.
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“Já havia a previsão da possibilidade de ocorrência de danos. O que o MP poderia fazer, já fez e com antecedência. Mas não temos o poder para julgar, apenas de investigar”, completou a promotora, que ainda disse que o acidente será apurado como homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Na semana passada, a 2ª Companhia Independente da Polícia Militar de Salvador havia entregado um relatório à Sudesb com fotos da precariedade das arquibancadas. De acordo com Suzart, no entanto, há três anos o assunto é tratado na Justiça. “O Corpo de Bombeiros já tinha feito um relatório sobre as condições do estádio em 2005, e a ação civil foi baseada em um inquérito que tramita desde 2004”, revelou.
De acordo com a promotora, vários problemas foram encontrados na Fonte Nova: piso irregular e sem revestimento em determinados lugares, infiltrações e condições precárias de higiene em cantinas, vasos sanitários e boxes. Diante do relatório, a Sudesb apenas elaborou um plano contra incêndio e tumultos, mas não promoveu a instalação de brigadas de abandono, alarme e extintores de incêndio. Além disso, não há pára-raios e nem sinalização de emergência.
O Bahia, porém, vem colaborando com os apontamentos do MP. O Estado, não. “O clube vem cumprindo com as exigências, comprovando com documentos as solicitações de segurança e atendimento médico. O Estado, apesar de saber sobre a situação, nada fez. É lamentável que o caso precise chegar a esse ponto para que o Poder Judiciário tome providências”, concluiu.
Outro estádio que teve a interdição pedida pela promotora foi o Barradão, do Vitória, recém-promovido à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O local, no entanto, foi liberado do processo por se comprometer a regularizar a sua situação.
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