Compreensão. Este é o único pedido do procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, à torcida gremista diante da sua tentativa de revisar a redução da pena do Tricolor de oito para três jogos de mando de campo. O objetivo de Schmitt é que o tribunal reavalie sua decisão e retorne à sua decisão inicial de dez jogos, mais multa de R$ 200 mil.
“Peço que os torcedores não me queiram mal, amanhã poderei estar defendendo o clube deles. A responsabilização dos clube por atos de violência de suas torcidas é obrigação da justiça desportiva”, disse.
O procurador-geral contesta a defesa gremista que alegou ser de R$ 4,5 milhões o prejuízo do clube com os oito jogos de perda de mando relativos à pena original. O procurador defende sua tese afirmando conferir os borderôs gremistas e concluindo que o custo real do clube seria de R$ 1,3 milhão.
O presidente do Grêmio, Túlio Macedo, rebateu as declarações de Schmitt. “Temos muitas dificuldades ainda. A torcida precisa entender. Essa perda de mando de três jogos foi muito prejudicial à área financeira do Grêmio. Eu não falo sobre o aspecto técnico porque isso tem sido superado. Mas sobre o aspecto financeiro foi muito prejudicial. O doutor Schmitt não conhece o que é a vida de um clube de futebol”, disse o dirigente.