Luis Ramírez é injustamente mais lembrado pela cotovelada que lhe rendeu um cartão vermelho contra o Tolima do que pelo gol contra o Ceará. O segundo peruano mais importante da história do Corinthians decidiu um jogo dificílimo na reta final do Brasileiro de 2011, mas vai embora discretamente.
Em baixa com Tite, o meio-campista não foi nem incluído na lista de 23 jogadores do Timão no Mundial. Fora da viagem para o Japão, viu o compatriota Paolo Guerrero embarcar para decidir a competição diante de 30 mil corintianos.
Enquanto a Fiel fazia a festa em Yokohama, Cachito Ramírez arrumava as malas. Ele já avisou que não pretende permanecer na reserva do Alvinegro – o que contribuiu para sua queda no conceito do treinador – e deve voltar a atuar no futebol do Peru.
Dois anos foi o período em que o meia permaneceu no Corinthians. Depois de chamar a atenção com um golaço contra o São Bernardo, deu a cotovelada que lhe marcou, mas sobreviveu à traumática eliminação para o Tolima na pré-Libertadores.
No jogo seguinte, foi titular no suado triunfo por 1 a 0 sobre o Palmeiras, com gol de Alessandro, decisivo para a permanência de Tite e o sucesso atual. Não se firmou na equipe, mas apareceu no estádio Castelão para resolver uma partida na qual o Timão foi dominado.
Importante na conquista do Brasileiro de 2011, voltou a perder espaço em 2012, o que o deixou perto de sair no meio do ano. A chegada de Guerrero tinha o potencial de ajudá-lo, mas Ramírez só voltará a atuar ao lado do amigo na seleção peruana.