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Futebol

Presidente e técnico <i>batem cabeça</i> no Peixe

Arquivo Geral

05/06/2008 0h00

O presidente Marcelo Teixeira estipulou assim que entrou na sala de imprensa do CT Rei Pelé, acompanhado de membros da diretoria do Santos e do recém-contratado técnico Cuca: “Desejo ao treinador um bom retorno à sua casa, para, apoiado por todos, fazer um trabalho a curto-médio prazo”.

Cuca é mais cauteloso ao traçar o planejamento de sua equipe. Após avisar que não se preocupa com a rotatividade dos técnicos dos grandes clubes brasileiros, ele pediu paciência para quem vislumbra resultados imediatos. “É um trabalho a médio-longo prazo”, definiu, divergindo de Teixeira.

“Não podemos julgar ninguém por duas ou três partidas. Todos podem errar, mas é necessário correr atrás depois”, comentou Cuca, antes de mostrar um pouco de otimismo. “Lógico que a gente quer chegar na parte de cima do Campeonato Brasileiro, que começou agora. Não vamos medir esforços para isso.”

De fato, a prudência de Cuca em não criar expectativa sobre o seu trabalho não significa que ele esteja temeroso com uma eventual dispensa. Como exemplo, ele apontou a longevidade de seu trabalho no Botafogo. “Fiquei dois anos lá, e vou revelar um segredo: nem tinha contrato. Se quisessem fazer isso aqui, não teria problema nenhum”, assegurou.

Cuca assinou contrato com o Santos até o final de 2009, o que não é sinal de qualquer segurança de emprego. Ele pediu para não existir multa rescisória no vínculo. “Não dá para se prender a dinheiro. É preciso ter tato para saber a hora de sair, por parte da diretoria e pela minha. Só fui demitido uma vez na carreira [pelo São Catano], por divergências com diretoria”, argumentou.

Com os cartolas do Santos, por enquanto há sintonia, apesar da discordância de planejamento com Marcelo Teixeira. Nem o fato de Paulo Autori ser procurado para substituir Emerson Leão em seu lugar incomodou Cuca. “Também acho que foram atrás dele. São situações normais de mercado. Se tivesse acertado, o Santos estaria muito bem servido”, elogiou o treinador.

Ao seu lado, dirigentes negavam que Cuca era a segunda opção do Santos. O diretor de futebol Luiz Antônio Ruas Capella fazia concha com as mãos para comentar o assunto com um colega. “O Cuca ainda estava no Botafogo na época. Lógico que só foi procurado depois que saiu da Copa do Brasil”, também cochichou o interlocutor, inconformado.

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