Enquanto o lateral-direito Coelho se mostrava aliviado pela redução da punição de 120 dias para cinco partidas, o presidente do Atlético-MG, Ziza Valadares, aprovou a decisão do STJD em julgamento realizado na última quinta-feira. O jogador acabou punido pela expulsão na derrota de 4 x 3 para o rival Cruzeiro, quando deu uma trombada ‘mais forte’ no celeste Kerlon pela realização do drible da foca.
“Ficou dentro daquilo que a gente planejava. O Coelho foi punido no que deveria ser, fez uma falta dura, mas não precisava tanto tempo parado. Sou contra a violência”, destacou o dirigente alvinegro, que novamente adotou um tom crítico ao atleta rival. Para Ziza, o Foquinha não aparece quando a Raposa está perdendo.
“Durante 15 dias houve uma discussão para acabar com o malabarismo. Aquilo é provocação. Nos dois últimos dois jogos o Cruzeiro estava perdendo e o foquinha não fez nada”, completou.
Em Vespasiano, o assunto foi superado pelos demais atletas alvinegros, mas chamou atenção a declaração do auditor José Mauro Couto, um dos responsáveis pelo caso, que defendeu publicamente Coelho das acusações sofridas pela imprensa durante o processo. “O jogador teve má sorte por ter acontecido a sua denúncia num momento em que a imprensa estava sem assunto”, provocou.
Festejando a ‘vitória’, o departamento jurídico do clube não escondia a euforia. “Evidentemente que sensacional seria a absolvição também do Coelho. Mas diante do contexto, diante de tudo que aconteceu, saímos satisfeitos, com a sensação de que fizemos aquilo que era o melhor possível”, definiu o vice-jurídico, Roberto Vasconcellos.