Pedro Pompilio, presidente do Boca Juniors, disse que o zagueiro paraguaio Julio César Cáceres se equivocou ao criticar o comportamento do meia argentino Juan Román Riquelme.
O ex-jogador do Atlético-MG disse ontem que Riquelme não se empenha quando está atuando pela equipe de Buenos Aires.
Para o cartola, Cáceres não conhece o “mundo Boca” e provocou uma instabilidade na equipe a poucos dias do clássico com o River Plate pelo torneio Apertura do Campeonato Argentino.
Em coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira, Pompilio disse que o zagueiro lhe telefonou na noite de ontem para pedir desculpas pelas declarações.
O dirigente também afirmou que pediu a Cáceres que falasse com Riquelme para “resolver a situação”.
“As pessoas devem entender que este clube é diferente, onde tudo que é bom ou ruim ganha uma proporção exagerada. Então, declarações assim não servem para nada”, disse o cartola.
Pompilio afirmou que Riquelme ficou chateado com toda a repercussão do caso e defendeu o meia de todas as críticas que vem recebendo.
“Todos os problemas que surgem acabam sendo associados a Riquelme. Não sei o motivo de tantas críticas, talvez seja inveja. Acho que elas não são feitas por torcedores do clube. Afinal, a torcida do Boca, quando escala sua equipe, põe Riquelme mais dez”, afirmou.
O dirigente minimizou uma possível divisão no elenco após as declarações de Cáceres e afirmou que em todos os grupos “alguns jogadores têm maior afinidade com uns do que com outros”.
“Nunca vi um grupo com uma relação excepcional no vestiário. O ciúme que pode surgir em alguns casos deve ser resolvido com inteligência”, concluiu.