Mais uma vez, o sonho da Fiel Torcida em ter um estádio foi adiado. Nesta quinta-feira, o Corinthians encerrou o seu compromisso com o consórcio Egesa/Seebla, responsável pela construção de uma nova arena, e agora espera novas propostas para tentar tirar os projetos dos papéis.
Embora considere ideal a construção de um novo estádio, o presidente Andrés Sanchez não descarta a possibilidade de adquirir o Pacaembu em definitivo. Sobre o Parque São Jorge, o dirigente confirmou a existência do projeto de ampliação, mas descartou que o estádio se torne definitivamente a casa corintiana.
“Já temos um projeto, só está faltando a receita. Pretendemos fazer jogos menores aqui, para 10 ou 12 mil pessoas. Esse ano parece que não vai dar, mas tentaremos para o ano que vem”, explicou Andrés, descartando aumentar a capacidade da Fazendinha. “A Prefeitura não permite aumentar o Parque São Jorge, tem a marginal no outro lado da rua. Pelo contrário, eles pedem até para diminuir”, desabafou.
Visivelmente chateado em ter de dar explicações após o clube fracassar na tentativa de construir um estádio mais uma vez, Andrés garantiu que o tema será prioridade nos próximos anos, independentemente de quem seja o presidente. “Ainda tem eleição em fevereiro, não sei se vou seguir como presidente, mas qualquer um que estiver aqui vai tentar um estádio”, garantiu.
Andrés, porém, admite que o momento é favorável para a realização do sonho da torcida. “Nos próximos anos devemos assistir a um pool de construções de arenas por causa da Copa do Mundo no Brasil”, lembrou, antes de manter as esperanças nos torcedores. “O sonho não acabou. Quem quiser fazer um estádio para o Corinthians que venha com dinheiro, não só com o projeto”, cobrou o presidente.