Encerrado o caso do “gol fantasma” validado pela juíza Sílvia Regina de Oliveira durante uma partida da Copa FPF entre Atlético Sorocaba e Santacruzense. A comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol puniu a árbitra com 15 dias de suspensão, e o assistente Marco Antônio de Andrade Mota Júnior, que também validou o gol, com 30.
O presidente do sindicato dos árbitros de São Paulo, Sérgio Corrêa, achou correta a pena. “A punição foi justa. Uma medida correta. Erro de árbitros é sempre ruim, pois leva prejuízo a terceiros".
Para o dirigente o gandula deve ser isentado de culpa no episódio. “Algo que deve ser levado em conta é que o gandula não teve nada a ver com a validação do gol. Quando ele colocou a bola dentro da meta, o bandeira já havia corrido para o centro. Aproveitaram-se desse fato para ganhar audiência".
Corrêa também falou sobre o fato de os jogadores do Santacruzense, time favorecido com o erro, terem comemorado o gol, mesmo sabendo que ele não havia existido. “Lamento no Brasil ainda não haver uma consciência, de não existir um jogador que não permita que algo assim aconteça, de alguém assumir que o gol não existiu, não deixar o juiz validá-lo. Isso é possível. Está na regra".
“Acho que também deveria haver uma punição contra esse tipo de atitude. O árbitro também é humano, está sujeito ao erro, mas porque só ele é punido?”, indagou o presidente do sindicato, que concluiu reafirmando que é impossível não haver erros de arbitragem no futebol. “Todos sabemos que é impossível abolir definitivamente o erro de um jogo de futebol, mesmo com a utilização de tecnologias".