Joseph Blatter, presidente da Fifa, mostrou sua insatisfação com as disputas de pênaltis. Segundo ele, durante Congresso da Fifa, em Bucareste, na Hungria, quando uma partida é decidida por este critério, o futebol perde sua essência.
“Futebol pode ser uma tragédia quando você vai para os pênaltis. Não deveria ir no um contra um. Quando um jogo é definido pelas penalidades, perde a sua essência”, discursou o dirigente, nesta sexta-feira.
A fala do presidente da organização que rege o futebol, porém, é contraditória. Em 2010, Blatter disse que imaginava realizar disputas de pênaltis em jogos que terminassem empatados na primeira fase da Copa do Mundo. Agora, ele espera que o grupo criado para melhorar o esporte traga ‘soluções’ para o tema.
“Talvez o Franz Beckenbauer, com seu grupo sobre futebol-2014, possa nos mostrar uma resposta. Não para agora, quem sabe no futuro”, avisou.
No Mundial, em 1994 e 2006, Brasil e Itália, respectivamente conquistaram seus títulos nas penalidades. O Chelsea, por sua vez, ganhou o inédito título da Liga dos Campeões da Europa desta forma, diante do Bayern de Munique, que jogava em seu estádio, após empate por 1 a 1.
A Libertadores também definiu dois de seus classificados às semifinais com este artifício. Derrotado na Argentina por 1 a 0, o Santos repetiu o placar na Vila Belmiro, desta vez em seu favor, e levou a classificação nos pênaltis, na competição em que enfrentará o rival Corinthians.
A Universidad do Chile, por sua vez, tirou o Libertad, com destaque para o ex-goleiro corintiano, Johnny Herrera. A atual campeã da Copa Sul-americana enfrentará na próxima fase o Boca Juniors, que tirou o Fluminense do torneio continental, desta vez, em tempo normal.