Menu
Futebol

Presidente compara contratações de Damião e Pato e pede paciência

Arquivo Geral

02/12/2014 21h38

Às vésperas de deixar o cargo de presidente do Santos – já que neste sábado os sócios decidem o novo mandatário para os próximos três anos – Odílio Rodrigues tentou mais uma vez mostrar que a contratação de Leandro Damião não foi um tiro na água. Para o presidente, é preciso ter paciência.

“Dentro do relatório que recebemos todo o mês sobre o time profissional, umas das carências que eram apontadas era a falta de um homem de última bola, referência, homem gol. Na época, tinham duas oportunidades: Walter e Damião. O Santos apostou no Damião, uma medida de ousadia, a gestão precisa disso, toda contratação tem risco”, disse Odílio, resumindo como aconteceu a maior transferência da história do futebol brasileiro.

“Tem um dado que vale celebrar. O Inter tinha recebido uma proposta de 20 milhões de euros e recusou, de 19 milhões de euros, recusou. Uma proposta levada pela própria Doyen de 18 (milhões de euros) e recusaram. Ele estava em baixa, a imagem é que seria bom recuperá-lo no Santos. Com o Fred machucado, ele viria, faria gols e iria para a seleção”, explicou, citando os argumentos que motivaram o Peixe a fechar negócio através do grupo de investimentos maltês Doyen Sports, que desembolsou R$ 42 milhões, repassou o jogador ao Santos e deve ser ressarcido em três anos, com o valor corrigido.

Ainda tentando defender o investimento feito em seu camisa 9, Odílio Rodrigues usou o negócio feito pelo Corinthians para contratar Alexandre Pato junto ao Milan. Hoje o jogador está emprestado ao São Paulo.

“O Mario Gobbi (presidente do Timão) tirou R$ 42 milhões do fluxo (de caixa) dele para comprar o Pato. Esse (Damião) foi um parceiro que comprou. O Santos tem três anos para mostrar que ele está bem. Tenho convicção que estará. Não se avalia ele agora. Uma pessoa excelente no ponto de vista de grupo e com certeza percebemos que vai ganhar outra condição, vai fazer gols e vamos ter outra alegria”, finalizou.

Caso Neymar

Questionado sobre a possibilidade do Santos seguir buscando informações e direitos em cima da negociação obscura que culminou na venda de Neymar ao Barcelona, Odílio Rodrigues foi enfático.

“A relação Santos e Barcelona nunca foi discutida, questionada na Justiça, é clara e limpa. O que acontece é a relação de uma empresa que representa o Neymar e o Barcelona. O Santos só entende que não tem mais nada a receber no dia que tivermos acesso aos documentos e não tiver nada que fale de transferências. Se a relação comercial entre Neymar e Barcelona se refere somente a luvas e salários, o Santos não tem nada a receber”, disse o presidente.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado