Uma das parcerias mais polêmicas dos últimos anos no futebol brasileiro teve seu fim oficializado pela Justiça Desportiva nesta segunda-feira. O STJD, por maioria de votos, optou pela extinção da sociedade entre MSI e Corinthians por prescrição do processo. Assim, os ex-presidentes Alberto Dualib e Nesi Cury, previamente punidos a três anos de suspensão, tiveram suas penas retiradas.
De acordo com os auditores do Pleno do STJD, a prescrição ocorreu por um erro técnico, como a demora para se conhecerem os fatos e o dia em que a denúncia foi impetrada. A decisão foi comemorada pelo advogado corintiano, João Zanforlim.
“Achei que por uma questão de prazo o mérito não seria julgado pela posição da maioria do Tribunal que aplica os artigos 165 e 168 do CBJD. Mas se fosse superado, tenho a certeza de que o presidente do Corinthians e o clube seriam absolvidos, pois ele não teve a participação em nenhum contrato”, comentou ao Justiça Desportiva.
Em relação à defesa dos ex-dirigentes durante a sessão que durou mais de duas horas, o advogado José Luiz Toloza Costa afirmou que havia interesse dentro do clube para que Dualib e Cury perdessem poder. Além disso, alertou para o fato de que ambos têm mais de 80 anos, o que os deixariam sem possibilidade de serem julgados na esfera desportiva.
Costa também demonstrou alívio na saída do tribunal. “Vi tantos absurdos hoje, mas graças a Deus foi feita a justiça apesar de três votos contraditórios que a gente respeita, mas foram três votos injustos”, reprovou.
Mesmo com a comemoração do advogado, Dualib ainda terá mais problemas com a Justiça Comum. O ex-presidente é alvo de investigação do Ministério Público e do Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic) por estelionato e formação de quadrilha. Estima-se que o desvio praticado pelo ex-dirigente seja de R$ 2 milhões.
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