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Futebol

Prazer, clube-político

Arquivo Geral

27/02/2013 9h07

Roberto Wagner e Petronilo Oliveira

torcida@jornaldebrasilia.com.br

 

Cada vez mais imerso em um ambiente profissional, o futebol mundial tem se rendido ao formato clube-empresa para obter êxito em competições pequenas, médias ou grandes. No Distrito Federal, uma curiosidade conecta os quatro semifinalistas do Campeonato Candango desta temporada. Coincidência ou não, Brasília, Brasiliense, Gama e Sobradinho desfrutam de um “padrinho” político para lhes dar uma guarida maior.

 

Membros da nova classe “clube-político”, eles deixaram para trás outros sete concorrentes na competição local, que penam com a carência por patrocínio, estrutura física e bons jogadores.

 

Adversários no próximo sábado, às 16h, no Serejão, Sobradinho e Brasília contam, direta ou indiretamente, com o auxílio de integrantes do Congresso Nacional. No Leão da Serra, o deputado federal Paulo Tadeu (PT) tem voz ativa. Mesmo sem ter um cargo definido no clube, ele apoia a equipe e é visto frequentemente nos jogos – o parlamentar, porém, diz que não passa de um torcedor comum do Sobradinho. 

 

Outros exemplos

Já o Brasília cresceu rapidamente do ano passado para cá. De volta à elite candanga, o grande responsável pelo sucesso é o advogado do governador Agnelo Queiroz (PT), Luis Carlos Alcoforado. O proprietário do Colorado, entretanto, se irrita com a ligação.

 

“Sou advogado de várias pessoas diferentes. Não sou candidato a nada, nunca fui servidor público e vim para o futebol para ganhar dinheiro. Invisto na base”, garante. “Para finalizar, o Agnelo torce para o Gama”, completa.

 

Passado

Famoso por ter o nome ligado à política – é ex-senador cassado –, o homem-forte do Brasiliense, Luiz Estevão, também recusa o rótulo de político que investe no futebol. Ele lembra que o cargo no Legislativo ficou para trás há 13 anos. 

 

“No que me concerne, isso é um despropósito. Voltei às minhas atividades como empresário há 13 anos. O Brasiliense é um clube-empresa. Nunca o relacionei à política”, brada. “Não sei em que poderia ajudar (a vivência no cargo público)”, finaliza.

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