Nesta quinta-feira, Carlos Pracidelli entrou na Academia com um pensamento diferente. Depois de 16 anos, com apenas dois deles longe do Palmeiras, o preparador de goleiros responsável pela formação de Marcos, Sérgio e Diego Cavalieri viveu seu primeiro dia como novo contratado do Chelsea. Porém, Carlão, como é conhecido, não sabe o que fará em Londres.
Chamado por Luiz Felipe Scolari para integrar a comissão técnica que o treinador indicou para os Blues – o auxiliar-técnico Flávio Teixeira, o Murtosa, e o preparador físico Darlan Schneider –, Pracidelli só sabe que não terá no clube inglês a mesma participação que tinha no Palestra Itália.
“Não estou indo como preparador de goleiros. Só sei que vou fazer parte de um projeto, e nem consegui conversar ainda com o Felipão. Mas sei que não vou trabalhar na preparação de goleiros”, frisa o ex-goleiro, indicando que será uma espécie de auxiliar do comandante brasileiro.
Ainda surpreso com o acerto, definido na noite dessa quarta-feira, Carlão alega ainda não ter tido tempo para conhecer exatamente o trabalho que fará no Stamford Bridge. “Só vou conhecer esse projeto quando me encontrar pessoalmente com o Felipão na segunda-feira em Londres”, explica.
Para quem se espanta pelo fato de o profissional ter aceitado algo que desconhece, o ex-preparador de goleiros do Verdão é simples para justificar sua decisão: confiança no treinador com quem trabalhou no Palmeiras entre 97 e 2000 e na seleção brasileira em 2002.
“Só fato de ser convidado por alguém consagrado como o Felipão eu sei como o projeto deve ser maravilhoso, e assim é difícil recusar”, alega. “Já participei de um projeto com o Felipão quando ele me levou para seleção e conseguimos conquistar o pentacampeonato. Tudo isso me fez tomar a decisão de sair pela confiança que eu tenho nele. E essa confiança é recíproca, não tenho o que questionar”.
Palmeirenses indicáveis – Completamente avesso a polêmicas, Carlos Pracidelli não quis dar nenhum indício de que poderia indicar qualquer um dos três goleiros do Palmeiras para o Chelsea contratar. Mas encheu seus ex-pupilos de elogios.
“O Marcos é um goleiro consagrado não só aqui, mas lá fora. Tanto que teve aquela proposta do Arsenal há cinco anos. É um grande nome para jogar em qualquer lugar do mundo”, ressaltou, usando as mesmas palavras para o reserva do pentacampeão. “O Diego é um grande goleiro e o indicaria para jogar em qualquer time do mundo”, concluiu.
< !-- /hotwords -- >