Vicente Melo
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Luiz Felipe Scolari já convocou os 20 jogadores que irão enfrentar a Inglaterra em seu primeiro amistoso nesta volta à seleção brasileira. Mas o que ainda não se sabe ao certo é que time ele mandará a campo no dia 6 de fevereiro, no Estádio de Wembley, em Londres. O Jornal de Brasília tenta desvendar o que o treinador pensa ser o mais acertado para o escrete canarinho.
A peça-chave para qualquer das duas possibilidades estudadas pela reportagem é um jogador: David Luiz. O zagueiro pode atuar em sua posição de origem ou ser adiantado para a cabeça de área, posição em que tem atuado com certa regularidade no Chelsea (confira nas ilustrações abaixo).
No primeiro cenário, a base tática seria a mesma utilizada por Mano Menezes, com uma dupla de volantes com qualidade para fazer a saída de jogo. A princípio, estes cabeças de área seriam Paulinho e Ramires. Assim, a responsabilidade de ajudar na marcação aumenta para a dupla Ronaldinho e Neymar, que pouco trabalham nisso.
A segunda possibilidade dá mais liberdade para os homens de frente. Com David Luiz atuando como terceiro zagueiro e Filipe Luis preso à marcação, os atacantes terão apenas que preencher os espaços para não sobrecarregar a retaguarda.
“O David Luiz tem jogado a maioria dos jogos depois do Mundial quase como um volante. Um terceiro zagueiro, mas que chega à frente. Ele tem essa qualidade e abre mais uma alternativa”, elogiou Luiz Felipe Scolari.
Corredor aberto
Outro fator que motivaria a entrada do camisa 4 como volante é a possibilidade de liberar Daniel Alves para o apoio. Com o zagueiro mais preso na defesa, o lateral-direito vai poder ir ao ataque sem se preocupar tanto com as investidas dos rivais às suas costas.
O esquema também pesa a favor do atacante Hulk, que tem costume de puxar da direita para o meio e, assim, abre um corredor para as investidas do camisa 2 brasileiro ao campo de ataque.