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Futebol

Portugueses iniciam estudos para construção de estádio do Cruzeiro

Arquivo Geral

16/03/2007 0h00

Dois meses, esse é o prazo definido para que os cruzeirenses saibam se o clube vai mesmo ter um estádio próprio ou tudo não passou de calor do momento. Dois meses foi o tempo pedido pelos portugueses do banco Banif e do grupo de gestão de marketing TBZ, interessados em investir na arena celeste, para avaliar a viabilidade do empreendimento.

O Cruzeiro sugeriu a área sul de Belo Horizonte, quase nos limites com Nova Lima. Para o vice-presidente Zezé Perrella, são os procedimentos normais antes do contrato ser assinado e o terreno comprado por qualquer uma das três partes envolvidas.

“Se eles acharem que o resultado do estudo foi satisfatório, é claro que eles vão construir. Se não for bom, o projeto fica descartado, ao menos com esse grupo. Mas eles estão muito interessados, nos ligam quase todos os dias e tenho certeza que vai dar certo”, disse, eufórico, ao site Superesportes.

Até aqui, a compra do terreno vem sendo o principal entrave para a diretoria da Raposa, visto que os planos vão além de um simples campo de futebol. “É necessária uma área de 220 mil m2, porque o projeto não envolve só o estádio. Serão construídos prédios ao redor para receber cadeias de hotéis, shopping, restaurantes, escolas, condomínios residenciais”, avaliou Zezé.

Muitos torcedores têm visto com ressalvas a aproximação entre cartolas e portugueses, Mas Zezé reiterou que o clube terá total autonomia em sua nova casa, desde o recolhimento de verbas até definições arquitetônicas. Vale lembrar que a Banif (banco português) já apresentou à diretoria cruzeirense três projetos arquitetônicos da arena e dos empreendimentos vizinhos. Um deles é similar ao apresentado pelo Grêmio à imprensa na última semana.

“Assim que ele estiver pronto, será 100% do Cruzeiro. Não há aquela cláusula que passa o estádio para o clube depois de 20, 30 anos. O que eles podem fazer é ficar com a venda do nome, que pode gerar até R$ 35 milhões por contrato. O resto da receita seria nossa”, destacou o dirigente.

Punido 

Não é somente o rival Atlético-MG que vem passando por um período negro em processos contrários na Justiça. Nesta sexta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST-MG) julgou improcedente o recurso do Cruzeiro relativo à ação movida contra o clube e obrigou os celestes a pagarem R$ 2 milhões como indenização ao meia Sérgio Manuel.

Mostrando confiança, o advogado do Cruzeiro, Fabiano de Oliveira Costa, garante que os mineiros ainda podem recorrer. “O acordo sequer foi publicado. Quando o TST tornar oficial a improcedência do agravo de instrumento feito pelo Cruzeiro, e se ele for improcedente, caberá recurso”, destacou.

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