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Futebol

Por cumprir horários e se sacrificar, Valdivia tem apoio de Kleina

Arquivo Geral

28/01/2013 9h42

Gilson Kleina criticou Valdivia, duas semanas atrás, em razão de seu atraso na reapresentação ao Palmeiras. Falou firme, pediu que parassem de “passar a mão na cabeça” do chileno. Neste domingo, porém, ao vê-lo ser vaiado pela principal torcida organizada, o treinador saiu em sua defesa.

 

O que mudou seu pensamento foi a dedicação do meia nos treinos na Academia de Futebol e o sacrifício de jogar com o tornozelo esquerdo ainda dolorido.

 

“Desde que nós conversamos, ele está fazendo todo o tipo de treinamento, com horário marcado. Hoje, o tornozelo do Valdivia não é um tornozelo saudável. Também tem que enaltecer esse lado do atleta. Ele sabe que é um ano especial para todos nós, inclusive para ele. Ele está querendo fazer parte do grupo. Tem futebol, criatividade”, disse o comandante.

 

Sem precisar “passar a mão na cabeça”, Kleina aposta no sucesso do jogador. “É inegável que a presença do Valdivia ajuda, com qualidade ímpar. Colocou nossos jogadores na cara do gol. Mas ele está vindo no sacrifício, está sendo comprometido, com movimentos limitados. Está dando a cara para bater”, elogiou.

 

Na derrota por 3 a 2 para o Penapolense, o camisa 10 entrou no intervalo e deu maior movimentação ao meio-campo palmeirense. Ainda assim, não foi poupado dos protestos da principal torcida uniformizada alviverde, juntamente com o atacante Luan, que nesta segunda-feira deve definir sua saída do clube.

 

Querido pela torcida por sua primeira passagem pelo Palmeiras, entre 2006 e 2008, Valdivia retornou ao clube em 2010, contratado por seis milhões de euros. De lá para cá, uma série de problemas físicos o impediram de desempenhar o futebol que o elevou à condição de ídolo de parte dos palmeirenses.

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