Se na primeira e segunda divisões do Brasileiro, Cruzeiro e Palmeiras praticamente concretizam, rodada após a outra, o título, na Série C a briga está pior que “rinha de galo”. No segundo ano de uma forma de disputa diferente das outras duas divisões, a Terceirona tem um equilíbrio muito maior do que os outros certames nacionais.
Dividido em dois grupos nos quais os quatro primeiros de cada avançam para a próxima fase, ao menos cinco equipes têm chances de disputar vaga na Série B 2014. O equilibrio maior se encontra no Grupo A, quando nove dos 11 clubes brigam para progredir – o líder Fortaleza e o nono Cuiabá estão separados por apenas quatro pontos.
Parada providencial

Conhecido do futebol candango por treinar o Brasiliense em diversas oportunidades, o técnico Mauro Fernandes já foi campeão da Série C em 2008, quando comandava o Atlético-GO. Em entrevista ao Jornal de Brasília, o treinador acredita que o formato do campeonato tem ajudado. “Hoje em dia é mais fácil de ser disputado. Com só 18 jogos é bem mais cômodo dirigir o clube.”
Quando ele disputou o torneio pela última vez o formato era diferente e começava com 63 clubes. “Na época em que eu participei, jogava durante sete meses, domingo e quarta e atravessava o País em uma semana para jogar. Hoje está mais regionalizado”, comentou.
Outro ponto abordado por Fernandes foi em relação a parada para Copa das Confederações. “Teve aquela parada que foi boa para muitos clubes”, disse.
Planejamento fala alto
Destaque do Brasiliense na Série C, o volante e capitão Baiano acredita que o equilíbrio do grupo A deve-se ao poder financeiro dos clubes. “No outro grupo ficamos sabendo de clubes que estão com salários atrasados, problemas financeiros e isso influi bastante”, comentou.
A organização da maioria dos clubes do Grupo A faz com que as vagas para a próxima fase fiquem imprevisíveis a apenas duas rodadas do fim. “Todos se reforçaram e não perderam jogadores”, explica Baiano. O veterano chegou ao Brasiliense no ano passado e não deixou mais o clube.
Mais bem organizados e com um grande público nos estádios. Assim são so times nordestinos que concentram-se na chave do Jacaré. “Esses times são da massa, a torcida comparece sempre. Até aqui em Brasília, no último jogo contra o Treze (PB), teve torcedor que veio acompanhar o time. O jogador quer dar o máximo dentro de campo”, comentou.(M.E.P.)