O São Paulo parece estar fazendo escola no futebol brasileiro. Após o clube do Morumbi conseguir impedir o gaúcho Carlos Eugênio Simon de apitar jogos da equipe, agora quem vai tentar a artimanha é a Ponte Preta. Indignados com a marcação do pênalti que gerou o gol da derrota de 1 x 0 para o Corinthians ontem, a Macaca enviou uma reclamação formal à FPF e à CBF contra Sálvio Spínula Fagundes, árbitro da partida.
Para a entidade nacional, o protesto será maior e incluirá possíveis erros cometidos na derrota para o Atlético-PR (quando teve um gol anulado) e um pênalti irregular marcado no empate contra o Vasco, tal como aconteceu agora com o Corinthians.
A Ponte é a 18ª colocada com 24 pontos e o clube denuncia um possível “complô” pelo seu rebaixamento. Nos vestiários do Pacaembu, além do árbitro, quem irritou os ponte-pretanos foi o técnico do Timão, Émerson Leão, apontado como um dos responsáveis pelos erros de Spinola.
“É brincadeira isso que vimos hoje. Acho que da próxima vez poderiam dar o apito para o Leão. Não sei se ele (Leão) contribuiu pelo resultado, mas aproveitou que o juiz não tinha personalidade nenhuma”, desabafou o atacante Luís Mário.
O técnico Marco Aurélio, ameaçado no cargo, preferiu ignorar o assunto arbitragem, mas deixou o caminho aberto para a diretoria agir por soluções. “Eu não acho nada. A minha função é orientar meus jogadores. Cabe a vocês julgar se foi pênalti ou não. Os teipes existem. Quem quiser que tome providências”, disse.