Em um jogo fraco tecnicamente, costuma decidir aquele lance inusitado, a influência da arbitragem ou o jogador oportunista. Na vitória do Juventus por 1 x 0 sobre a Ponte Preta, na tarde deste sábado, pela abertura da sexta rodada do Campeonato Paulista, foi justamente a sorte que ajudou o Moleque Travesso a encerrar uma seqüência de quatro jogos sem vitória no Estadual.
O time da Mooca foi superior a maior parte do tempo em uma Javari com um bom público, mas acabou decidindo em um lance inspirado de Léo Mineiro, já no segundo tempo. A Ponte esteve perdida no esquema com três zagueiros implantado pelo técnico Nelsinho Baptista, mas Finazzi, contratado para ser o homem-gol da Macaca, decepcionou. Em cobrança de pênalti na reta final da partida, acabou mandando a bola na trave, selando a vitória juventina e encerrando a boa fase iniciada com a vitória sobre o Palmeiras.
A vitória alivia um pouco a briga do Juventus para escapar do rebaixamento. Os Grenás contam agora com dez pontos e sobem para a décima posição da tabela. A Ponte permanece com sete pontos, mas com a ascensão do Moleque Travesso cai uma posição e fica em 14º, muito próxima da zona de rebaixamento.
Na próxima rodada do Paulistão, o Juventus enfrenta o São Caetano no Anacleto Campanella, na quarta-feira. Enquanto isso, a Ponte Preta tenta afastar o fantasma do rebaixamento contra o Rio Branco, no Décio Vitta, mas na quinta.
Apesar de estar jogando em casa, quem começou melhor na Rua Javari foi a Ponte Preta. Talvez motivada pela vitória sobre o Palmeiras na última quarta, a equipe de Campinas assustou logo aos nove minutos, quando Zacarias cobrou falta de longe distância. A bola bateu na barreira e obrigou uma boa defesa do goleiro Deola.
A euforia da Ponte durou pouco. Aos 12, o Juventus chegou pela primeira vez ao ataque.
Bruno invadiu pela direita e chutou forte, a zaga da Macaca deu rebote e Almir jogou pro adversário, tirando o lance para fora. Era apenas um indício de que o Moleque Travesso estava crescendo em campo. Seis minutos depois, Léo arrancou em contra-ataque e lançou o xará mineiro pela direita. O atacante chutou ao invés de cruzar e Émerson desviou a bola pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Gian cabeceou por cima do travessão.
Mesmo com as oportunidades, a partida na Javari era de fraco nível técnico. As equipes abusavam das faltas e tinham a benevolência da arbitragem para impor o ritmo faltoso. Diante disso, restava às equipes arriscar. Aos 22, a Ponte deu outro susto nos juventinos. Carlinhos recebeu passe de Finazzi e, de fora da área, arriscou o chute. Deola espalmou.
Quatro minutos depois, foi a vez do próprio goleiro grená arrancar suspiros da torcida. Finazzi dominou de coxa, a bola pegou efeito e quase encobriu Deola. A resposta do Juventus veio rápida. Aos 32, Bruno cobrou escanteio , a zaga da Ponte subiu para desviar e quase marcou contra. O Moleque Travesso teve outra chance de córner pouco depois, quando Gian desviou a bola por cima do travessão.
A Ponte Preta sentiu o esquema com três zagueiros e mostrava-se perdida na marcação. Melhor para o Juventus, que mesmo sem ter eficiência no ataque, seguia desperdiçando boas chances de marcar. Aos 45, após outra cobrança de escanteio de Bruno, Rafael Silva tentou desviar de letra e quase enganou Aranha.
Na volta do intervalo, o panorama pouco mudou. O Juventus continuava melhor em campo e aparecia com freqüência no ataque. Aos dez minutos, Renatinho cobrou falta pela esquerda, Max Sandro subiu mais que a defesa campineira e desviou de primeira, pela linha de fundo.
O técnico Nelsinho Baptista gastava a paciência orientado seus zagueiros, mas o esforço era inútil. Aos 16, o Juventus voltou a aparecer bem no ataque. Gian fez triangulação com Ivan e o lateral cruzou forte. A bola passou por Rafael Silva quando Aranha estava batido. No minuto seguinte, a sorte sorriu para os mandantes. Sérgio Lobo, que acabara de entrar, rolou rasteiro para Léo Mineiro. O atacante invadiu a área e chutou cruzado, sem chances para Aranha, abrindo o placar na Javari.
A entrada de Sérgio Lobo deu uma maior movimentação ao time da Mooca. Nelsinho Baptista já havia desistido do esquema 3-5-2, sacando Zacarias de campo, mas isso não impedia novas investidas da Macaca. Aos 21, André Cunha, apagado no jogo até então, apareceu livre pela direita e chutou para grande defesa de Deola.
Aos 25, um lance comprovou a falta de sorte da Ponte Preta. Após cruzamento para a área, Finazzi acabou tendo a camisa puxada. Pênati marcado na Javari e o camisa 9 da Macaca foi para a batida. O centroavante chutou no canto esquerdo rasteiro, sem chances para Deola, mas a arbitragem mandou voltar o lance. O zagueiro Anderson Luiz havia invadido a área e acabou levando o vermelho. Na segunda tentativa, Finazzi chutou na trave e, em um lance de displicência, acabou indo ele próprio para o rebote, o que não é permitido pela regra.
Com a sorte a seu favor, a equipe da Javari apenas administrou o resultado nos minutos finais. Não sem antes quase ampliar a vantagem a seu favor. Aos 31, Naves avançou livre pela esquerda e arrancou o cruzamento na cabeça de Sérgio Lobo, que desviou para fora.
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