A Federação Paulista de Futebol (FPF) não deixou barata a polêmica criada pelo diretor jurídico do Santos, Angelo José Vilchez Ramos, a respeito da arbitragem de Otávio Corrêa da Silva no embate entre o Peixe e o Barueri na última quinta-feira, pelo Campeonato Estadual, e prometeu abrir processo por difamação contra o cartola santista.
Inconformado com a anulação de dois gols do Santos, Ramos sugeriu a realização de um exame antidoping no juiz. Segundo o dirigente, Silva usava um medicamento contra uma infecção causada por um piercing no umbigo, que supostamente teria prejudicado sua performance ao longo da partida.
Contudo o árbitro se defendeu ao anotar em sua súmula que fez questão de mostrar sua barriga ao cartola santista “provando que não usava piercing algum e que não havia inflamação alguma”. Tal alegação ganhou o respaldo do presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Marcos Marinho, que diz que “as reclamações têm limites”.
“Não tenho nada a dizer (sobre a polêmica). O caso será encaminhado e julgado em um tribunal, onde o processaremos por difamação. O árbitro não usou piercing, ele (Ramos) terá que provar o que está dizendo”, disse o dirigente. “A reclamação de jogo é uma coisa, mas tudo tem limites. Atentar contra a moral de um árbitro, soltando isto na imprensa, é inadmissível”, completou.
Marinho descartou responsabilizar os árbitros pelas polêmicas arbitragens que vem acontecendo neste Campeonato Paulista, como o caso de Sálvio Spínola, que anulou um gol do São Paulo no clássico contra o Corinthians sob a alegação que Adriano teria feito falta sobre o defensor alvinegro William. Segundo ele, as falhas existem, mas não recaem somente sobre os juízes.