Embora ainda sofra a resistência de times importantes, o presidente da Uefa, Michel Platini, está confiante que conseguirá realizar as reformas que deseja na Liga dos Campeões da Europa. Até o fim do mês de novembro, o Comitê Executivo da Uefa irá votar as propostas do ex-jogador da França.
Entre as propostas, está a redução no número de participantes dos países mais importantes do futebol europeu, com a finalidade de dar espaço aos campeões nacionais de ligas de menor expressão. Para Platini, um aumento no número de participantes de países de menor expressão seria benéfico à competição.
“Não sei por que precisamos ter o terceiro colocado da França e o quarto colocado da Inglaterra ou da Itália e não ter os campeões da Polônia ou da Romênia…”, analisou o dirigente, que também criticou o fato da classificação atual priorizar apenas clubes que tenham dinheiro.
“A idéia de que países não devem participar por serem pobres e não ter grandes direitos de TV não é minha filosofia para o futebol, e vou defender essa filosofia mesmo que tenha de negociar e fazer política, às vezes”, complementou.
Para conseguir aplicar as mudanças, o presidente da Uefa terá que superar a oposição do G14, grupo que engloba dos 18 principais clubes europeus e que não é reconhecido pela Uefa nem pela Fifa, mas já manifestou sua oposição aos planos do dirigente.