Suspenso de atividades ligadas ao futebol por oito anos, o ex-presidente da Uefa, Michel Platini, se manifestou sobre o assunto pela primeira vez após o anúncio feito pelo Comitê de Ética da Fifa, na manhã desta segunda-feira. Em comunicado enviado à Agência France Press, o francês alega que todo o processo de investigação foi “uma farsa”.
“Além de procurar a Corte Arbitral do Esporte, estou determinado a recorrer na justiça para obter uma indenização pelos danos e por tudo o que tem me prejudicado ao longo das últimas longas semanas”, declarou Platini.
O francês teve a oportunidade de apresentar sua defesa na última semana. Por considerar que o comitê já o julgava culpado, Platini não compareceu à sessão, enviando seus advogados em seu lugar. Ele foi multado em R$ 320 mil pelo órgão, enquanto Blatter arcará com o valor de R$ 200 mil.
Ainda, no comunicado enviado à AFP, o ex-jogador defende que a resposta do Comitê de Ética foi uma “encenação” e que tanto ele quanto Blatter foram julgados por organismos “sem legitimidade e credibilidade”. A dupla foi investigada por um pagamento do suíço ao ex-mandatário da Uefa no valor de R$ 8,4 milhões, em 2011. Sem constar nos autos da entidade, teria partido de “um acordo entre cavalheiros” no qual Platini receberia por serviços de assessoria prestados à Fifa entre 1998 e 2002.
Se Platini antes planejava concorrer às eleições para presidente da Fifa, agora o dirigente não poderá mais comparecer ao pleito. Em seu lugar, o secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, pode se candidatar ao cargo.
Além de Infantino, o processo eleitoral pode contar com mais quatro candidatos: xeque Salman bin Ebrahim al-Khalifa (membro da família real do Bahrein e atual chefe da Confederação Asiática de Futebol), Tokyo Sexwale (empresário sul-africano), Ali bin al-Hussein (princípe jordaniano e vice-presidente da Fifa para a Confederação Asiática) e Jerôme Champagne (ex-secretário geral da Fifa).