A sinceridade sempre foi uma das qualidades do técnico Jair Picerni. Conhecido por responder a todas as perguntas da forma mais simples possível, o treinador se surpreendeu quando questionado sobre o jovem meia-atacante Marquinhos, centro das atenções desta sexta-feira ao “intimar” o Palmeiras a aproveitá-lo no grupo principal até o término do seu contrato, sob risco de perdê-lo para outros clubes.
“Não conheço o Marquinhos, fiquei sabendo hoje (sexta) quem ele é e não se faz a análise de um atleta profissional em algumas horas. Isso leva tempo e critério. Não se define assim”, avisou o comandante palmeirense.
Informado da cláusula contratual que exige a presença do jovem jogador no grupo principal em 2007, Picerni, sem perder o bom humor, foi bastante claro: “Se ele for qualificado, não haverá problema nenhum em ficar no grupo, mas não existe isso de pressão. Respeito o Márcio (Rivellino) como empresário, mas ele está querendo forçar uma situação que não existe”, avisou.
Para o treinador, quem definirá a presença de Marquinhos no grupo principal do Verdão é o próprio atleta. “Não sou eu quem vai dar qualquer parecer sobre o Marquinhos. É ele mesmo quem vai dar a resposta ao seu empresário e provar o seu valor. Eu só tenho pressão e obrigação de fazer o melhor e buscar vitórias pelo Palmeiras”, concluiu.