Menu
Futebol

Petraglia mantém cobrança às rádios e explica motivos

Arquivo Geral

16/04/2008 0h00

A polêmica sobre a cobrança por parte do Atlético Paranaense de valores para que as rádios transmitam os jogos do time do Campeonato Brasileiro continua. Em uma coletiva realizada nesta terça-feira, o presidente do Conselho Deliberativo, Mário Celso Petraglia, confirmou a medida e comparou com os casos nas televisões.


“Em 1996, a TV pagava o valor de R$ 10,4 milhões para todo o Campeonato Brasileiro. Em 1997, este valor saltou para R$ 54 milhões por conta da concorrência do SBT. Hoje, este valor é de R$ 320 milhões e em 2009, o valor proposto chegou a R$ 450 milhões”, disse o dirigente, que acredita que os valores devem ser repassados aos patrocinadores. “A emissora que transmite consegue vender todas as quotas sem qualquer tipo de dificuldade”, avaliou.


Petraglia garante que o clube já recebeu propostas e, por isso, está tranqüilo em relação à transmissão, acalmando a torcida. “O risco seria o corte de transmissão. Não corremos este risco. Jamais deixaremos nossa torcida sem rádio, sem notícias, sem bola rolando, sem os comentários, sem a transmissão das partidas”, garantiu, propondo também o uso da WebTV oficial.


O dirigente prevê que a medida será repetida por outros clubes e que, daqui algum tempo, será comum, assim como o caso da TV. “De qualquer forma, tenho a certeza de que o mercado se ajustará com o tempo, com a valorização do conteúdo das rádios. Com o alto custo de se fazer futebol no Brasil, não podemos simplesmente dar nosso espetáculo gratuitamente para a mídia. Cobrando a transmissão, as quotas serão automaticamente valorizadas”, concluiu.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado