O técnico Manuel Pellegrini confirmou que se sente pressionado quando deixa algum astro do Real Madrid no banco de reservas. Foi o caso de Kaká, que foi inicialmente poupado, mas entrou no segundo tempo para ser decisivo na vitória por 3 a 0 sobre o Tenerife, no final de semana.
“Quando alguém tem que deixar Kaká ou Cristiano Ronaldo no banco sabe que está se arriscando. Não sou tonto. Se faço isso é por algo importante e não pela qualidade dos jogadores”, argumentou.
“Não pretendo que todos partilhem das minhas decisões. Os meus jogadores sabem perfeitamente o que têm de fazer e respondem acertadamente quando lhes perguntam o que estamos fazendo. Assumimos riscos para vencer os nossos jogos”, completou.
Enquanto Kaká começou na reserva, Cristiano Ronaldo foi substituído a dez minutos do fim da partida contra o Tenerife e não escondeu seu descontentamento (não cumprimentou o técnico e ainda deu um bico em uma bola). Pellegrini, mais uma vez, minimizou a atitude do português.
“Isso não tem nenhuma importância. Não tenho nenhum problema com ele, não tem qualquer importância o fato de ter saído a dez minutos do fim do jogo. Temos uma boa relação”, concluiu.