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Futebol

Pelé rechaça contrato para ser garoto-propaganda do Santos

Arquivo Geral

07/01/2011 18h18

Desde que assumiu a presidência do Santos no início do ano passado, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro tem procurado apresentar um contrato, envolvendo planejamentos de marketing, para que Pelé seja o garoto-propaganda do clube no país e mundo afora. Mas, segundo o próprio Rei, a assinatura de um contrato é uma mera formalidade, devido ao carinho que ele nutre pelo time no qual brilhou durante praticamente toda a sua carreira profissional.

“Sou contratado eternamente do Santos. O presidente não precisa se preocupar com contrato. Eu nunca precisei de contrato para estar ao lado do Santos. Amo o Santos e dinheiro nunca vai ser um problema na minha relação com o Santos”, disse o maior jogador de futebol de todos os tempos, antes de contar uma passagem sua como atleta para ressaltar o seu carinho pelo Peixe.

“No meu último ano como profissional pelo Santos, em 1974, joguei de graça pelo clube. Fiz uma temporada inteira jogando de graça e muita gente queria que eu jogasse a Copa de 74, na Alemanha. Sempre amei o Santos e, mesmo com inúmeras propostas para jogar na Europa, eu nunca quis sair do clube”, comentou.

Apesar disso, o mandatário alvinegro contou que as negociações para a assinatura do contrato com o Pelé estão em fase final, e espera que o acordo seja anunciado em breve. “Espero que essa seja a última vez que o Pelé venha aqui, na Vila Belmiro, antes da assinatura do nosso contrato”, afirmou Luis Álvaro.

Sem confirmar a proximidade do acerto, o Rei garantiu estar conversando com a diretoria sobre o assunto. “O presidente disse que não era justo, que eu tinha feito muito pelo Santos e o clube não podia me usar sem um reconhecimento financeiro por causa disso. O Luis Álvaro falou para o Pepito (assessor de Pelé) que gostaria de ter uma ideia desse custo. Só que eu já disse para o presidente que o problema não é dinheiro. Se fosse isso eu já tinha aceitado umas dez propostas para ser técnico de futebol na Europa, na Ásia, na África. Teria ganho muito dinheiro com isso”, concluiu.

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