Petronilo Oliveira
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Um tenta o bicampeonato, outro busca o título inédito e ainda manter a campanha invicta. Desta forma, Santos e Goiás se enfrentam hoje às 10h, na decisão da Copa São Paulo de Juniores, no Pacaembu. Do lado da agremiação verde, aparece uma grande revelação e um treinador conhecido, mas esquecido no futebol candango.
A esperança está no gol. Aos 18 anos, Paulo Henrique brilhou na semifinal, ao defender quatro pênaltis diante do Bahia. Dois durante a partida, os outros na disputa da marca da cal.
“Minha inspiração sempre foi o Dida (goleiro do Grêmio), principalmente na época em que ele defendia o Corinthians, que é o time que torço. Ele sempre espera o rival bater para depois pular. Faço o mesmo, não tento advinhar o canto. Espero até o fim”, avisou, por telefone ao Jornal de Brasília.
O personagem ‘ignorado’ pelos clubes candangos atende pelo nome de Augusto César. Ele é nascido no Gama, começou a carreira de jogador por lá, passou por Corinthians, Botafogo e fez seu pé-de-meia no Japão. Virou treinador, passou por alguns clubes do DF, mas sem ser prestigiado: “O time do Santos é forte. É a melhor equipe que vi jogar, mas estamos confiantes. Vamos surpreender novamente.
Entrosamento nas falas
Mesmo ansioso para a decisão, o técnico Augusto César lamenta o ocorrido com ele na temporada passada, quando defendia o Gama. Ele foi demitido antes de acabar o primeiro turno, mesmo com o time fazendo bons jogos, aplicando algumas goleadas.
“Você quer saber a diferença da base do Goiás para o profissional do Gama? Lá, não tinha bola, lugar para treinar e nem jogador. Tive que fazer uma seleção de jogadores do futebol amador. Quando o time estava engatando, a diretoria acabou com tudo. Faltou, no mínimo, sabedoria”, disparou.
A confiança de Augusto não é por acaso. Ele começou a treinar o time com três meses de antecedência e tem o grupo na mão. “O Augusto é um excelente técnico. Melhor do que muitos que estão no profissional. É brincalhão na hora certa. Sabe ganhar o grupo e ainda dá liberdade para questionarmos. 50% do mérito para chegarmos até à final é dele”, rasgou seda Paulo Henrique.
A diretoria, comissão técnica e jogadores do time profissional estarão presentes na decisão. “É um incentivo a mais para a molecada se dedicar para levar o título”, espera Augusto César.