Responsáveis por injetar dinheiro de publicidade na Fifa, os patrocinadores da entidade se veem em meio a um turbilhão nos últimos dias. Pressionados pelo escândalo de corrupção, podem ter tido papel importante na renúncia do agora ex-presidente Joseph Blatter. Frente à queda do cartola, vários se pronunciaram em comunicados oficiais.
No geral, todos entendem que a saída de Blatter da Fifa é o primeiro degrau de uma reformulação há muito necessária. “É um passo positivo na criação de uma estrutura de governo que garante os mais altos padrões éticos para o esporte”, avalia a marca de montadora Hyundai.
“É um passo no caminho da Fifa para estabelecer e seguir padrões de conformidade em transparência em tudo o que faz”, acredita a fornecedora esportiva Adidas. A rede McDonald’s, de fast food, segue raciocínio idêntico. “As alegações ofuscaram o jogo. Estamos esperançosos que as mudanças estão sendo implementadas e será um grande primeiro passo na reforma da organização.”
A empresa de videogames Eletronic Arts também fala em “medidas importantes” no combate à corrupção na entidade, enquanto a Coca-Cola vê uma “iniciativa par ao bem do futebol e dos torcedores”. Quem fecha a lisa é a instituição financeira Visa, quem mais criticou os desvios de dinheiro na última semana e ameaçou quebrar contrato, espera a “reconstrução de uma cultura com práticas éticas reforçadas”.