Apesar do desfecho positivo envolvendo a ginástica do Flamengo, que nesta segunda-feira firmou uma parceria com a prefeitura de Niterói, uma pessoa saiu com débito negativo no caso: Patrícia Amorim, então diretora do departamento de Esportes Olímpicos do Flamengo.
A dirigente participou de todo o processo para tentar salvar a ginástica do clube, quando ainda havia a ameaça do fechamento do departamento. Porém, após o desfecho do caso, o presidente do clube, Marcio Braga, divulgou nota anunciado a dispensa da dirigente.
“O atual modelo de gestão dos esportes olímpicos do Flamengo acabou. É preciso buscar profissionais capazes de explorar o potencial econômico e social destas modalidades que outrora se denominavam amadoras e hoje são olímpicas, com atletas demandando contratos de trabalho e estrutura de treinamento que representam grande investimento financeiro”, justificou.
Em entrevista ao canal Sportv, Patrícia deu a sua versão do caso – inicialmente o rubro-negor havia dito que ela pediu desligamento do cargo. “Estava em casa quando o telefone tocou e me disseram que o presidente (Márcio Braga) havia aceitado o meu pedido de demissão. Como ele ia aceitar uma coisa que eu não pedi? Eu jamais sairia do Flamengo em um momento difícil. Não temos problemas na gestão técnica, nosso problema é financeiro e estava sendo resolvido”, afirmou.
Patrícia também comentou sobre a possibilidade de seu substituto no comando dos Esportes Olímpicos do Fla, João Henrique Areias, convidá-la para fazer parte do futuro Conselho Gestor de Esportes Olímpicos do clube.
“Agora é uma questão pessoal. Na sexta-feira, o presidente fez uma coletiva e apresentou o João Henrique Areias sem me consultar. Eu achava que era para buscar verbas para os esportes olímpicos. No sábado, ele (Areias) veio falar comigo de gestão. Como eu vou contribuir se as coisas não são feitas de forma clara? No momento, estou desconfortável. Mas isso não quer dizer que vou abandonar o Flamengo, porque isso é impossível”, afirmou.