Quando Alexandre Pato, apertado pela marcação, perdeu gol contra o Coritiba, boa parte da torcida do Corinthians gritou o nome de Guerrero. O peruano acabou substituindo o vaiado camisa 7, definindo de pênalti o triunfo alvinegro por 1 a 0 e vendo o concorrente ter de ser consolado no vestiário do Pacaembu.
Apesar da chateação compreensível, o herói do último Mundial disse não ver o companheiro abatido. Ele usou uma palavra que é repetida à exaustão pelo próprio Pato para definir a sua situação e seu desempenho no clube do Parque São Jorge, até aqui bem abaixo da expectativa.
“Ele está tranquilo. Demos apoio a ele porque é um jogador importante, todo o mundo sabe que a qualquer momento ele vai desequilibrar. Às vezes, eu também não consigo jogar como eu quero”, disse o camisa 9, dando um desconto ao criticado colega pela marcação forte do adversário.
“Os times chegam ao Pacaembu e se fecham. É difícil para o centroavante e para todos os atacantes chegar ao arco do rival. Por isso, ele tem que ficar tranquilo. A gente vai dar apoio a ele, o grupo tem que ser unido quando acontece uma coisa assim”, acrescentou Guerrero, referindo-se às vaias.
O peruano é o titular e só começou no banco no domingo porque voltou desgastado de um jogo na Coreia do Sul por sua seleção. A julgar pelas atuações contra o Coritiba, é muito provável que a ordem seja restabelecida no embate com o Luverdense, na quarta, pela Copa do Brasil.