Após a vitória por 2 a 1 sobre o Volta Redonda, Luiz Alberto disse que não é necessário ao Fluminense ter “a cara de Parreira”. Mas o treinador pensa ao contrário. Rouco por tentar arrumar o time durante o jogo, o tetracampeão mundial promete fazer muitas mudanças para enfrentar o Macaé no domingo.
“Meu quebra-cabeça começa hoje (quinta-feira). E temos que mudar muitas coisas”, avaliou o comandante, que contava com Fred, mas agora tem de aguardar o parecer médico sobre a lesão na virilha que o atacante sentiu no treino desta quinta-feira.
Mesmo sem o centroavante, o treinador cobra ao menos uma postura diferente. “Temos que definir um estilo: técnico, de pegada ou de inovação. O ideal é reunir um pouco de cada um deles”, ensinou, ciente do que falta à equipe.
“Nosso grupo tem o tempero ideal, com jogadores mais experientes e alguns revelados pela base. Agora só falta a química. Mas o mais importante é que demonstramos atitude contra o Volta Redonda. Fomos para dentro deles”, elogiou. “Esse elenco oferece opções táticas e vou trabalhar para deixar o time com a minha cara.”
Além de ver em campo ao menos uma equipe corajosa, Parreira confirmou sua sorte em seus primeiros jogos à frente do Tricolor. Em 1984, pelo Brasileiro, na sua primeira passagem pelo clube, começou vencendo por 2 a 0, com gols de Assis, e deu início a único título do time na história da competição. 15 anos depois, o treinador estreou com uma goleada por 4 a 0 em amistoso contra o Rodoviário, com dois gols de Túlio Maravilha.
“Sempre consegui vitórias nas minhas estréias e não poderia ser diferente agora. O importante é o resultado, porque depois de um dia de treinamento a equipe ainda não tem como estar com a minha cara”, frisou Parreira.