O atacante Raul tem sido um dos principais ídolos do Real Madrid ao longo da década. Entretanto, com a chegada de nomes como Ruud van Nistelrooy ao clube, o espanhol tem passado com freqüência por uma situação inusitada: a disputa de posições.
Mesmo assim, garante que não se incomoda com a permanência no banco de reserva blanco. “Será cada vez mais normal ficar no banco. Nos últimos 14 anos, disputei muitos jogos. Estamos todos na equipe para ajudar, independente de sermos titulares ou reservas”, explicou Raul, em entrevista à rádio espanhola Marca.
Com três anos de contrato pela frente, o prata da casa acredita estar sendo criticado na atual temporada por ainda não ter marcado gols – fato que encara com naturalidade. “Não se valoriza as outras coisas que faço em campo. Mas essa discussão não me desagrada. Continuarei trabalhando”, contemporizou.
Nesta quarta-feira, o Real Madrid recebe o lanterna Sporting Gijón pela quarta rodada do Campeonato Espanhol. Por opção do técnico Bernd Schuster, que irá poupar Van Nistelrooy, Raul entrará em campo no setor ofensivo dos merengues, Higuaín e Robben. “Raul é um atacante e precisa de gols”, disse Schuster.
No que depender do atacante, os gols sairão. Até para colocá-lo de volta na seleção espanhola, uma vez que ficou de fora da convocação para a Eurocopa e perdeu a chance de conquistar o título com a Fúria. “Voltar seria a realização de um sonho, uma espécie de estréia para mim. Mas sei que é muito difícil”, reconheceu Raul.