O presidente da Bolívia, Evo Morales, classificou como preconceito contra as nações latino-americanas a decisão da Fifa de proibir a disputa de partidas oficiais em cidades cujas altitudes superam os 8200 metros acima do nível do mar.
Morales, que prometeu lutar contra a decisão, exortou os bolivianos que habitam as regiões altas do país a jogarem futebol nas ruas nesta quarta-feira, como forma de protesto pela medida. “Não é algo apenas contra a Bolívia, mas contra a universalidade do esporte”, disse o mandatário, cujo gabinete se localiza na capital La Paz, a 11.800 metros acima do nível do mar.
Segundo a Fifa, a decisão foi tomada levando-se em conta as preocupações com a saúde dos jogadores e a vantagem que os clubes mandantes levariam sobre os visitantes. Com a aprovação da medida, La Paz e otras cidades bolivianas, além de Bogotá e Quito, respectivas capitais da Colômbia e do Equador, estariam impossibilitadas de receberem jogos das eliminatórias da Copa do Mundo e Libertadores, por exemplo.
“Não tivemos a sorte de nascer em outro lugar. Temos que praticar esportes onde quer que estejamos”, disse Ruben Cuenca, vendedor ambulante que vive em La Paz. “Se não jogarmos aqui, onde eles querem que a gente vá? Para a praia e jogar futebol com caranguejos?”, indagou o boliviano.
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Segundo a Fifa, a decisão foi tomada levando-se em conta as preocupações com a saúde dos jogadores e a vantagem que os clubes mandantes levariam sobre os visitantes. Com a aprovação da medida, La Paz e otras cidades bolivianas, além de Bogotá e Quito, respectivas capitais da Colômbia e do Equador, estariam impossibilitadas de receberem jogos das eliminatórias da Copa do Mundo e Libertadores, por exemplo.
“Não tivemos a sorte de nascer em outro lugar. Temos que praticar esportes onde quer que estejamos”, disse Ruben Cuenca, vendedor ambulante que vive em La Paz. “Se não jogarmos aqui, onde eles querem que a gente vá? Para a praia e jogar futebol com caranguejos?”, indagou o boliviano.