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Futebol

Para não ser chamado de <i>lombada</i>, Felipe rejeita camisa amarela

Arquivo Geral

17/07/2008 0h00

O Corinthians estreará seu novo uniforme contra o Bahia, neste sábado, no Pacaembu. A insatisfação de alguns torcedores com o design se refletiu no elenco. O goleiro Felipe, por exemplo, pedirá à diretoria para não vestir mais a camisa amarela elaborada pelo fornecedora de material esportivo do clube.

“Preto com amarelo é sacanagem, né? As pessoas me chamarão de lombada, banana. Vai ficar feio”, gargalhou o mesmo Felipe que processou Paulo Carneio, ex-presidente do Vitória, por racismo. “Farei tudo o que puder para voltar a usar o uniforme roxo, azul, preta ou cinza. Deviam me consultar”, completou.

No ano passado, Felipe havia revelado preferência pela cor azul, agora indisponível. Ele argumenta que, para jogar na sua posição, o ideal é ser o menos notado possível. “Goleiro não pode vestir nada extravagante. É melhor que não batam o olho e saibam onde estou. Com o amarelo, não dá. Imaginem como será à noite”, rejeitou.

O reserva Júlio César, ao lado de Lulinha e Dentinho, vestiu amarelo no lançamento dos novos uniformes do Corinthians e nas fotografias promocionais. Ele evitou criar polêmica em torno do modelo, na época em que as maiores críticas eram direcionadas ao visual escolhido para as camisas de linha.

Torcedores protestaram através da internet contra o uniforme reserva, preto com listras suaves. Não gostaram do retângulo branco em torno do logotipo da patrocinadora do clube. Como resposta, o Corinthians promoveu em seu site oficial uma pesquisa em que a maioria de cerca de 5 mil pessoas aprovaram o design.

Na enquete, 30,5% dos participantes gostaram das duas camisas, 23,72% preferiram a preta e 18,47%, a branca. Apenas 9,51 ficaram insatisfeitos, enquanto 18,25% querem ver o Corinthians novamente de roxo. “Quando se fala de uma nação de 30 milhões de torcedores, sabemos que é impossível agradar a todos, mas a maioria gostou. Isso também se reflete nas vendas, que estão sendo um sucesso”, argumentou Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing.

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