Com um jogo a menos em relação a alguns times, o São Paulo abriu cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder Santos no fechamento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. A diferença se torna mais valiosa levando em conta o fato de o clube ter disputado alguns jogos com os reservas quando priorizava a Libertadores da América. Só que o técnico Muricy Ramalho permanece com um discurso cético quando fala da superioridade são-paulina na primeira metade da competição.
"Não existe essa coisa de que somos o melhor do Brasil”, despistou. “É uma diferença pequena em um campeonato equilibrado. Ainda faltam muitos jogos e temos grandes equipes na disputa como o Internacional, o Palmeiras, que está subindo de produção”, completou o treinador.
Desta forma, Muricy Ramalho promete manter o alto nível de exigência a partir de domingo, na abertura do returno, contra o Flamengo, no Maracanã. “Não podemos nos acomodar. Temos o grande desafio de continuar na frente da tabela. Posso garantir que vamos lutar muito para que isso aconteça”, avisou.
Sempre com discurso sério, o atacante Leandro tem a mesma linha de pensamento do comandante. Portanto, em sua cabeça, não passa a idéia de administrar a liderança a partir de agora. “Precisamos jogar o máximo possível para vencer, provar que somos os líderes. Domingo, vamos continuar com a mesma disposição em campo”, prometeu.
O único que destoou o discurso foi o meio-campista Lenílson. Satisfeito com a regularidade da equipe no primeiro turno, o jogador admitiu que a vantagem são-paulina é significativa na classificação em relação aos principais concorrentes. ”A diferença é grande. Agora temos uma carne para queimar. Mas vamos continuar com o mesmo espírito da Libertadores. Vamos jogar mais 20 finais para buscar esse título”, afirmou o camisa 23 do São Paulo.