A cotovelada do atacante Kléber no zagueiro Asprilla repercutiu no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O procurador-geral da entidade, Paulo Schmitt, solicitou as imagens para analisar a atitude do atleta do Palmeiras no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis.
Na chegada à capital paulista nesta quinta-feira, Kléber reiterou que não teve qualquer intenção de acertar o rosto de Asprilla, que ficou nocauteado no gramado. No momento do lance, o defensor deu o perdão, mas o atacante alviverde não está totalmente livre do perigo de um gancho.
“O tribunal deve pegar apenas os lances que o jogador tem a intenção de atingir”, afirmou Kléber, discordando claramente da atitude de Paulo Schmitt em analisar as imagens. O camisa 30 já foi julgado no Campeonato Paulista deste ano por uma cotovelada. A vítima: o zagueiro André Dias, do São Paulo.
“Se pegarem o vídeo, a fita, a gente até se abraçou. Também aconteceram várias faltas em mim durante a partida. Se for apurar tudo o que acontece em campo, vai se pegar muita coisa”, emendou o atacante do campeão paulista.
Kléber já foi expulso três vezes no Campeonato Brasileiro. Pela cotovelada em Asprilla, o camisa 30 do Verdão recebeu apenas o cartão amarelo do árbitro gaúcho Leonardo Gaciba.
A denúncia do STJD sobre Kléber pode ocorrer no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (praticar jogada violenta). A pena varia de duas a seis partidas de suspensão no Campeonato Brasileiro.