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Futebol

Para jogadores do São Paulo, hostilidades não foram anormais

Arquivo Geral

28/02/2008 0h00

O ambiente hostil e o jogo complicado contra o Nacional de Medellín não assustaram os jogadores do São Paulo, que fez nesta quarta-feira sua estréia pela edição de 2008 da Libertadores. De acordo com o elenco, a insegurança nas partidas é um traço da competição e precisa ser superada para que os resultados venham.

“Sabíamos que ia acontecer de jogarem objetos, de baterem. Mas trazer um ponto de fora de casa vale muito”, comemorou o volante Hernanes, satisfeito com o um a um. “Tivemos uma postura bem diferente, brigamos até o fim. Houve dignidade, teve luta”, adicionou o camisa 15, que foi além.

“A gente vai querendo vencer, mas nossa equipe pegou bons jogadores, uma equipe bem definida quando atacava. Desde 2005 a gente estréia com empate na Libertadores, então não é um resultado que não nos preocupa. Foi um grande jogo contra um grande adversário”, completou, esquecendo-se da vitória por dois a um sobre o Caracas em 2006.

O goleiro Rogério Ceni reforçou o coro de Hernanes. Segundo o capitão tricolor, o time não costuma ter problemas com torcedores adversários em suas viagens ao exterior. Mesmo assim, acredita que o saldo da viagem pode ser considerado positivo para a equipe do Morumbi.

“O clima de Libertadores existe. Na Colômbia, sempre fomos bem recebidos. Não sei o que aconteceu desta vez”, diz o camisa um. “Não estamos acostumados a jogar em campos assim. Mas o time teve dignidade, lutou contra um resultado adverso”, avaliou.
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