Após a vitória contra a Ponte Preta, o diretor de futebol do Atlético-PR, Marcos Moura Teixeira, fez questão de esclarecer a decisão de cortar o atacante Dagoberto da concentração pouco antes da partida de hoje em Curitiba. O dirigente garante que o futuro do jogador permanece sem uma definição.
“Nesta última semana, nós que trabalhamos na área técnica do clube entendemos que era necessário encontrar as pessoas ligadas ao Dagoberto para resolver a situação, que é agonizante. É uma situação que pesa no dia-a-dia. Sabemos que existem clubes de São Paulo interessados. Hoje, não nos trouxeram uma alternativa. Talvez ocorra até sexta, então houve consenso em tirá-lo”, explicou o dirigente.
Dirigentes do São Paulo já haviam confessado anteriormente o interesse de contar com Dagoberto. Porém, o clube do Morumbi, acusado por alguns rivais de aliciamento a atletas com contrato, preferiu ficar de fora da briga entre o atacante e o Furacão.
Sem trazer informações concretas, Marcos Moura Teixeira acha que o Tricolor do Morumbi é o favorito para ficar com Dagoberto caso ocorra uma transação. “Não apareceu nenhuma proposta. Mas sabemos que o clube mais provável é o São Paulo. A gente sente que eles têm relação com esse processo”, disse o dirigente.
Embora continue trabalhando em Curitiba, Dagoberto enfrenta o Atlético-PR na Justiça por causa da duração de seu contrato. O clube paranaense exige que o jogador prorrogue o prazo do vínculo em virtude de suas contusões. Já o atacante quer o tempo original. “Está claro que o jogador não quer a renovação”, afirmou Teixeira.