Não faltou suor aos corintianos nesta sexta-feira. Os atletas treinaram por mais de três horas no Parque São Jorge, em atividades que variaram de testes físicos a coletivo, e deixaram o gramado extenuados. Segunda o meia Carlos Alberto, essa é a nova filosofia no clube desde a chegada de Emerson Leão.
“Tem que trabalhar muito para que a gente volte a vencer. O Leão tem cobrado bastante para tirar o melhor de cada um e temos de respeitar as ordens do chefe. Quem gosta de trabalhar não vai ter problema com o Leão”, afirma o jogador.
Carlos Alberto, porém, elogiou também o ex-técnico Geninho. “O Geninho sempre cobrou muito da rapaziada, com a mesma responsabilidade, mas de um jeito mais calmo”, compara. Segundo o atleta, Geninho sofreu muito com os desfalques da equipe, situação semelhante à vivida por Leão na última partida, quando não pôde contar com seis atletas.
“O Geninho teve muitos problemas para escalar a equipe e nesse último jogo o Leão teve o mesmo problema. Esperamos que isso diminua e a gente possa colocar o Corinthians onde o Corinthians merece”, discursa.
Dizendo não se preocupar com “quem está fora”, Carlos Alberto evita falar de Carlitos Tevez. “A gente tem de focar com quem está aqui, quem está querendo trabalhar. O espírito é esse, estamos no caminho. Temos humildade de ouvir o que o Leão nos passa porque com certeza é para o nosso bem”, comenta.
O Corinthians atuará perto da sua torcida nas próximas seis rodadas, quando encara Grêmio (Pacaembu), São Caetano (Anacleto Campanella), Ponte Preta (Pacaembu), São Paulo (Morumbi), Paraná (Pacaembu) e Vasco (Pacaembu). Mas o meia prefere pensar por etapas.
“Temos de dar um passo de cada vez. Acredito que uma vitória contra o Grêmio nos tira de vez da zona de rebaixamento”, afirma. “O que me preocupa mais é a recuperação de um jogo para o outro”, continua.
Outra preocupação é com o aproveitamento do ataque, que, com apenas 17 gols, é o segundo pior da competição, ao lado de Fortaleza e Juventude. “Precisamos ter calma também para melhorar esse índice. Eu procuro cada vez me preparar mais para assumir essa responsabilidade”, avalia Carlos Alberto.
Para o atleta, o fato de jogar com um atacante apenas não interfere nesse aspecto. “Temos só o Nadson na frente, mas temos uma chegada forte e um contra-ataque rápido. Jogando em casa, vamos sempre jogar ofensivamente”, conclui.