O Botafogo adquiriu a imagem de time “chorão” na final da Taça Guanabara, porém é o Corinthians que faz jus ao apelido pejorativo nas semifinais da Copa do Brasil. Assim entende o assistente Roberto Braatz.
Após trabalhar na vitória por 2 a 1 do Botafogo sobre o Corinthians, no Engenhão, o bandeirinha foi novamente escalado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para o duelo, agora no Morumbi. Indignado, o goleiro Felipe disse que a entidade “procura problemas” ao repetir a escolha.
“Isso é choro normal de pré-jogo”, respondeu Braatz, quando entrava no Morumbi. “Mas acho que foi uma forma equivocada de fazer pressão. Hoje, todos os árbitros estão preparados. Vejo isso como uma tentativa de tirar o foco de cima do Corinthians. É até natural”, acrescentou.
Para complementar as reclamações corintianas, Mano Menezes ironizou o colega Cuca, que prometeu rezar para o bem do trio de arbitragem comandado por Evandro Rogério Roman. O técnico do Timão não se conforma com os dois gols anulados de sua equipe no Engenhão, um pênalti marcado para o Botafogo e, principalmente, quatro dos seus jogadores suspensos (André Santos, Carlos Alberto, Fabinho e Lulinha).
“Vamos provar que o que estão dizendo é injusto. No jogo anterior, não aconteceu nada de errado. E agora não terá também”, discursou Roberto Braatz, que se envolveu em atrito com torcedores do Corinthians ao sair do Engenhão.