Quase 150 torcedores do Corinthians já pagaram R$ 1 mil para estampar fotos 3×4 no uniforme que homenageará o atacante Tevez, campeão brasileiro pelo clube em 2005, e a conquista da Série B do Campeonato Brasileiro. O lateral-esquerdo André Santos aceitaria arcar com o valor, porém escolheria outro “ídolo” da promoção “O Timão é a sua cara”.
“O Tevez não é ídolo. Jogou só um ano aqui. Para se tornar ídolo, você precisa vestir a camisa do clube por três, quatro anos. Mas devemos respeitá-lo porque tem uma história”, comentou André Santos.
Carlitos Tevez chegou ao Corinthians como o maior reforço contratado através da parceria com a MSI. Conquistou rapidamente os torcedores por sua raça característica. A situação mudou quando o desempenho da equipe piorou. Se antes levava a filha recém-nascida a campo, o argentino se disse temeroso em permanecer no Brasil quando entrou em conflito com a principal torcida organizada do clube.
Após forçar transferência ao West Ham, para o qual o compatriota Mascherano o seguiu, Tevez culpou as desavenças com o técnico Emerson Leão por sua saída e voltou a fazer discursos apaixonados à torcida do Corinthians. Atualmente no Manchester United, Carlitos ainda não autorizou que a diretoria do clube paulista utilize a sua imagem na promoção “O Timão é a sua cara”.
Tevez já fez o Corinthians vender mais espaços para fotos nas camisas do que Neto e Marcelinho Carioca. O último será adversário da equipe comandada por Mano Menezes neste sábado, no Pacaembu, onde defenderá o Santo André. Deverá novamente ser ovacionado pelos torcedores e beijar o distintivo da camisa que considera a sua “segunda pele”.
“O Marcelinho é um dos ídolos do Corinthians”, elegeu André Santos. “O Neto e o Tupãzinho também me marcaram muito, assim como o Vampeta e o Rincón. Todos foram importantes. Sabemos que o Marcelinho é um excelente jogador, um craque, que merece todo o respeito. Teremos cuidado para enfrentá-lo”, acrescentou o lateral-esquerdo.
André Santos afirma que é corintiano desde a infância. Mas prefere colocar sua carreira acima da ambição de também ser um ídolo do clube, uma vez que quase deixou o Parque São Jorge em tempo mais curto do que Tevez. “A especulação da metade do ano me atrapalhou um pouco. Não quero mais falar disso”, fechou um sorriso o jogador. “Agora, já disse para o Antônio Carlos [diretor técnico] que quero permanecer. Meu principal objetivo não é mais ir para a Europa, mas chegar à seleção.”
Fã de Marcelinho Carioca e não tanto de Tevez, o lateral-esquerdo não soube responder quem foi o último ídolo da história do Corinthians. “O mais recente é a nossa equipe toda”, desconversou o corintiano André Santos, após alguns segundos de silêncio.