Atirar primeiro e perguntar depois. Essa será a metodologia adotada pelo time do Palmeiras na partida contra o Santa Cruz, quinta-feira à noite, no estádio do Arruda, em Recife. Depois de sair em desvantagem nos últimos cinco jogos do Brasileirão (Cruzeiro, São Caetano, Santos, Figueirense e Ponte Preta), os jogadores do Verdão sabem que será fundamental colocar frente no placar diante do tricolor pernambucano para facilitar um pouco a difícil tarefa de conquistar três pontos em Recife.
"Temos que sair na frente no marcador. Contra o Cruzeiro tentamos reagir, mas não era o nosso dia. A gente sabe o quanto é dificil estar na zona de rebaixamento e tomar um gol em casa, por isso precisamos marcar para abalar o Santa Cruz", pediu o meia-atacante Marcinho, mais uma vez confirmado como substituto de Enílton na linha de frente do Verdão.
O jogador tem linha de raciocínio semelhante a do volante Roger Bernardo. Para o camisa cinco, titular pelo terceiro jogo consecutivo, a delicada situação do Santa Cruz tem que ser agravada pelo Palmeiras. "Estamos indo lá para terminar de matá-los. A gente não tem nada a ver com o fato de eles estarem na zona de rebaixamento. Temos que ir lá e fazer a nossa parte", exigiu.
Questionado se tal declaração não seria politicamente incorreta, o jogador, bem articulado, rebateu: "O Santa Cruz é uma equipe que merece o nosso respeito, mas não podemos dar mole, pois caem quatro e alguém tem que estar na zona do rebaixamento. O Santa Cruz está lá e vamos fazer tudo para deixá-lo por lá mesmo", frisou.
O jogador não se iludiu com o fato do Santa Cruz segurar a lanterna da competição e utilizou a derrota para o Cruzeiro na última rodada para prever o que espera pelo Verdão no Recife. "O Cruzeiro também não estava em boa situação e perdemos o jogo. A torcida e o calor influenciarão bastante e nenhuma equipe é boba hoje em dia, mas temos consciência do que precisamos fazer para sair de lá com um resultado positivo", finalizou o volante.