Em cinco jogos na Arena da Baixada, o Palmeiras ainda não sabe o que é vencer. Foram três derrotas e dois empates. Pior, a equipe sequer conseguiu anotar um gol. Neste domingo, contra os donos da casa, o Atlético-PR, o Verdão terá obrigação de vencer para segurar a quarta colocação e superar os desafios no alçapão do Furacão é a prioridade.
“Jogar na Arena contra o Atlético-PR é tão difícil que o Palmeiras nunca fez gol lá. É um jogo muito complicado, independente da situação das equipes. É claro que complica ainda mais pelo fato do Atlético precisar da vitória. Vai ser até tenso esse jogo. É importante nós administrarmos bem as coisas dentro de campo, superar a pressão”, destacou o técnico Caio Júnior, que conhece a Arena desde os tempos de Paraná.
O treinador prega o respeito ao rival paranaense e mostra que, mesmo com o Furacão ocupando a 17ª colocação com 29 pontos, ainda pode complicar as coisas para o Verdão. “Eu trabalho com a realidade e o torcedor precisa entender que não é pelo fato do adversário estar na zona de rebaixamento que as coisas serão fáceis. Pode até ser o contrário. O Atlético-PR é um clube grande, foi campeão brasileiro há pouco tempo, tem uma estrutura fantástica. Não era para estar nessa situação. Se está é porque alguns dos 20 clubes precisam estar na parte de baixo da tabela”, destacou.
Apesar do tabu, o camisa oito Wendel não aceita nenhum outro resultado na capital paranaense que não seja a não ser a vitória. “Sempre que a gente vai nos jogos é para vencer. Ainda mais nessa fase, onde todos estão se esforçando. Lógico que precisa ter cuidado, não se expor muito para levar o contra-ataque. Mas o pensamento é de vencer, até pelo fato de nossos rivais estarem ali brigando diretamente”, disse.
O Rubro-negro de Curitiba é um adversário indigesto para Wendel. Há pouco mais de um ano no elenco profissional, o agora lateral-direito acompanhou de perto das derrotas por 2 x 0 no ano passado, na Arena, e neste ano, no Parque Antártica. Situações que o fazem sonhar com uma vitória. “A equipe agora está mais madura, mais forte e não é nenhum bicho de sete cabeças jogar lá, temos tudo para reverter. É lógico que sempre fica engasgado uma série de tropeços, mas a gente não vai entrar em campo pensando em um tabu”, concluiu.