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Futebol

Palmeiras perto de começar a construir nova Arena

Arquivo Geral

14/12/2007 0h00

Depois de 12 anos de um estudo que começou com a simples idéia de cobertura total do Palestra Itália, o projeto da Arena do Palmeiras começou a sair do papel nesta sexta-feira, 14 de dezembro de 2007, com um evento realizado na sala de troféus do clube. E bem mais ousado do que o antigo.

O clube fechou parceria com a WTorre Empreendimentos Imobiliários e, nos próximos dois anos, transformará o atual Jardim Suspenso em uma moderna Arena Multiuso, com capacidade não apenas para abrigar os jogos do Verdão, mas também para ser utilizada em shows, convenções e eventos de diferentes segmentos.

Com concepção da Amsterdã Arena Advisory (AAA), gestora da Arena do Ajax, da Holanda, e responsável também pela conceituação do estádio Olímpico de Pequim, palco das próximas Olimpíadas, a Arena palmeirense será projetada para receber 42 mil pessoas em jogos de futebol e até 60 mil em eventos de outra natureza, além de atender integralmente às exigências do caderno de encargos da Fifa.

Além do estádio, que será coberto com teto retrátil, o complexo palmeirense prevê a criação de um auditório, um anfiteatro, quatro restaurantes, lanchonetes e um estacionamento para duas mil pessoas na parte interna e mais oito mil ao redor das dependências.

“Esse é um trabalho conjunto das diretorias de planejamento, administração, marketing e futebol do Palmeiras”, comentou Luiz Gonzaga Belluzzo, diretor de planejamento do clube, que apenas iniciou a cerimônia de apresentação do projeto e saiu rapidamente para um compromisso no Rio de Janeiro.

Apesar do acerto com a WTorre, no entanto, o projeto segue em fase embrionária e ainda há um longo caminho a ser percorrido antes do início das obras, previsto para o primeiro semestre de 2008.

“A parceria foi firmada, mas ainda não há o contrato definitivo, pois ele precisa ser adaptado à realidade dos investimentos e atualizado após a revisão com os números corretos”, explicou o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Júnior.

Luis Davantel, diretor administrativo da WTorre, elucidou um pouco mais o tema e revelou o que é, em sua opinião, a grande vantagem do Palestra em relação a outros projetos semelhantes. “O Palmeiras tem uma vantagem incomparável, que é o projeto de reforma e ampliação já estar aprovado pela prefeitura de São Paulo. A primeira etapa, agora, é a revisão dos projetos arquitetônicos e a definição do plano de ação para causar o menor impacto possível na vida do clube”.

A empreendedora também espera por parceiros para viabilizar financeiramente o projeto, estimado em R$ 250 milhões, mas Davantel assegurou que as reformas iniciarão mesmo que os contratos com os investidores da Arena demorem para ser fechados. “Temos condições de bancar sozinhos esse projeto e poderíamos começar as obras amanhã se quiséssemos, mas isso não é possível por causa da revisão do plano”, concluiu.

Novo nome? Assim que o Palestra Itália der lugar para a moderna Arena multiuso, o nome do estádio também deverá mudar. Desta forma, o time se beneficiaria do naming rights (direito de dar nome a um empreendimento ou espaço físico) e ganharia do parceiro interessado quantia substancial para associar o nome à casa. Construído em cima do terreno da cervejaria Antártica, o Palestra Itália, popularmente chamado de Parque Antártica, não rende receita ao Verdão mesmo com a clara alusão à marca da fabricante de bebidas.

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