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Futebol

Palmeiras move ação contra jogador do São Paulo, mas nega contra-ataque

Arquivo Geral

18/03/2008 0h00

A vitória por 4 a 1 sobre o São Paulo, domingo, em Ribeirão Preto, não foi o capítulo final na história recente entre o Palmeiras e o clube do Morumbi. Nesta terça-feira, dia em que o promotor Edison Richelmo Zago adiantou que irá oferecer denúncia ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) contra Kléber, que atingiu o são-paulino André Dias com uma cotovelada, a direção do Palmeiras anunciou o contra-ataque.

“Protocolamos uma queixa em razão da conduta inadequada do jogador Jorge Wagner, que agrediu deliberadamente o jogador Valdívia com uma joelhada na altura da cintura. Esperávamos que o Tribunal oferecesse a denúncia e agora esperamos que possam analisar a questão e levar a julgamento também”, discursou Savério Orlandi, diretor de Futebol do Alviverde, negando, no entanto, rotular a ação do clube como um contra-ataque ao co-irmão.

“Não é revide ou contra-ataque, e sim a defesa dos direitos do clube. Não podemos jamais sermos omissos e tomaríamos essa atitude mesmo que não houvesse qualquer problema entre o Kléber e o André Dias”, assegurou o cartola.

Além do protocolo contra Jorge Wagner, Savério Orlandi confirmou que também está estudando a possibilidade de entrar com uma queixa contra dois outros são-paulinos: Richarlyson e Carlos Alberto, que também teriam agido de forma incorreta com o chileno Valdívia durante o clássico disputado no Santa Cruz.

“Estamos analisando as outras imagens. Temos um prazo até amanhã (quarta) para ver as outras denúncias. Essas outras situações não estão claras e teremos cautela para analisar o prazo. A do Jorge Wagner não temos dúvida”, repetiu.

Questionado se o fato de o procurador Edison Zago trabalhar paralelamente como presidente do Conselho Fiscal do São Paulo poderia influenciar nas decisões do Tribunal, Savério foi político.

“Vejo isso com certa normalidade, pois os cargos nos Tribunais não são remunerados e as pessoas trabalham lá pelo bem do futebol. Confio no trabalho dele, que já mostrou credibilidade e isenção”, finalizou.

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