As ameaças feitas a Wanderley Luxemburgo após a goleada por 5 a 2 sobre o Flamengo não se confirmaram. Ao contrário do que o técnico revelou ter ouvido, a torcida organizada não deu as caras no Aeroporto de Cogonhas. Mesmo assim, a delegação montou forte esquema de segurança evitando até mesmo a passagem dos jogadores pelo saguão.
Cautelosa após até mesmo o diretor de futebol Savério Orlandi ter recebido ameaças de morte, o grupo alviverde tinha quatro viaturas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e quatro do Grupo de Operações Especiais (GOE) para escoltá-lo com seguranças à paisana do clube.
Além disso, o ônibus responsável por transportar jogadores e comissão técnica entrou na pista para que todos desembarcassem, passassem por um portão alternativo e fossem levados diretamente para o centro de treinamento.
Enquanto a estratégia era cumprida, o saguão, mesmo local onde integrantes de uma torcida organizada palmeirense fraturaram o cotovelo direito de Luxemburgo, tinha apenas dois torcedores. Ambos garantiram não ter ligação com nenhuma organizada e carregavam sacos de pipocas que deveriam ser atiradas em atletas e comissão técnica.
Longe até do protesto pacífico, a delegação chegou por volta das 23 horas (de Brasília) à Academia de futebol, sempre escoltada pela segurança especial encomendada pelo clube. De lá, todos saíram em seus carros pessoais, sem falar com ninguém.
Dentre os que saíram do local, o destaque foi Luxemburgo. Acompanhado pelas viaturas da Garra e do GOE, o técnico seguiu para sua residência. Nos próximos dias, o comandante deve ir a uma delegacia para prestar depoimento sobre a confusão de sexta-feira. O treinador diz ter identificado em meio ao entrevero André Guerra, presidente da Mancha Alviverde, e outros diretores da torcida organizada.