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Futebol

Palmeiras estuda protesto contra violência sobre Valdívia

Arquivo Geral

24/01/2008 0h00

O meia Jorge Valdívia, considerado o melhor meia-esquerda do último Campeonato Brasileiro e um dos jogadores mais talentosos do elenco do Palmeiras, amanheceu nesta quinta-feira mais uma vez sob os holofotes da mídia.

Caçado em campo na vitória por 1 x 0 sobre o Marília, o jogador deixou o jogo com suspeita de fratura no nariz – não confirmada após realização de ressonância magnética -, e com seu segundo cartão amarelo na competição.

Após o rápido treino físico que marcou a reapresentação do elenco alviverde, os companheiros de Valdívia e a direção do clube saíram em defesa do camisa dez. Savério Orlandi, diretor de Futebol do Alviverde, mandou o aviso à Federação Paulista de Futebol.

“Vamos deixar o campeonato correr mais um pouco, mas não vamos assistir a tudo o que está acontecendo sentados na cadeira. Se tivermos que fazer algum protesto em defesa do Valdívia, vamos fazer”.

Savério não ficou em cima do muro quando questionado se considera o “Mago” perseguido pelas arbitragens nesse Paulistão. E foi mais além: “Eu acho que ele vem sendo perseguido e, na minha ótica, isso está ocorrendo desde o ano passado. O cartão que ele recebeu ontem (quarta) foi muito mal aplicado”, disparou, para, na seqüência, emendar um conselho ao chileno.

“É difícil para um jogador com a qualidade dele ter a arbitragem o marcando. Ele é caçado o tempo todo e acho natural se insurgir em algum momento. O Valdívia tem que rever sua conduta e saber se esquivar, ter consciência que sempre haverá esse tipo de marcação”.

Indignados: Entre os atletas do elenco, a consternação pelo excesso de violência contra Valdivia é geral. “Todas as equipes estão entrando em campo com um jogador designado apenas para marcar o Valdívia e eu espero que isso acabe. Ninguém quer que ele seja deixado livre, mas que seja marcado com lealdade”, pediu o zagueiro Dininho.

O volante Pierre também considerou abusivas as últimas marcações realizadas em cima do companheiro, mas procurou ser um pouco mais “compreensivo” com os jogadores rivais que têm o “Mago” como adversário.

“Eu realmente acho que a marcação tem sido um pouco forte, mas esse é o preço que o craque tem que pagar. Ninguém vai deixar um jogador da qualidade do Valdívia livre e eu também colaria nele se tivesse que jogar contra. Ele terá que se acostumar com isso”, simplificou o camisa cinco.

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